Viagem internacional de carro, último dia: Curitiba – Belo Horizonte

Acordei cedo na fria Curitiba decidido a chegar em Belo Horizonte até o final da noite, no motel tomei o café da manhã e deixei a cidade antes das 08h00, o caminho que o Google Maps me evitou enfrentar o trânsito complicado de uma manhã de dia útil de capital, obrigado por isso, Google.

Segui direto pela BR-116 e só fiz a primeira parada já no estado de São Paulo, e, para evitar o trecho de obras da BR-116 na região da Serra do Cafezal onde fiquei parado por horas na viagem de ida, uma consulta aos mapas do Google e concluí que seria melhor pegar a SP-079 entre a cidade de Juquiá até Sorocaba.

Este trecho foi o melhor trecho da viagem de volta, as exuberantes imagens proporcionadas pelas estradas chilenas e argentinas foram repetidas na volta, permitindo um certo senso de deja-vu, como esse trecho foi o único inédito e por ser absolutamente sinuoso e em boa parte sem acostamento, me diverti bastante. Acelerava o Omega até o limite do razoável, freando, trocando marchas e contornando curvas com um enorme sorriso no rosto.

Passei ainda por Itu, Jundiaí e Itatiba até que cheguei no trevo de Atibaia para novamente alcançar a BR-381, uma velha conhecida onde respirei fundo pensando que já estava na proa de aterrissar na garagem de casa, foi uma sensação de alívio e ao mesmo tempo de aumento da expectativa.

Já estavam no piso do carona aproximadamente quarenta garrafas PET de águas, refrigerantes e isotônicos, que resolvi não os jogar fora quando havia deixado Mendonza dias antes para ter a certeza que estava me hidratando corretamente.

Comecei a imprimir velocidades ainda mais altas e comecei a ser acompanhado por um Jetta, fomos alternando a dianteira por bons quilômetros, emplacado em Juiz de Fora, o Volkswagen viajou comigo até o trevo da BR-381 para a cidade mais carioca de Minas Gerais.

Segui viagem e na BR-381 onde fiz uma única parada, apenas abasteci e comprei água, o apetite por comida não aparecia, o desejo era apenas de chegar em casa o quanto antes e após o abastecimento segui em ritmo forte e cheguei à Belo Horizonte antes de anoitecer.

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Chegando à BH – Foto: Autor

Cheguei em casa, abri a garagem e parei o Omega. Após desligar o motor o agradeci pelo companheirismo e também por não ter apresentado nenhum defeito. Fiquei orgulhoso também do meu cuidado com a manutenção, uma vez que nada de especial foi realizado antes da viagem, comprovando que o automóvel que à época tinha dezoito anos de uso e ultrapassado a marca de 150.000 quilômetros estava em ótima forma.

A única mala permaneceu no carro e procurei logo tomar um banho e descansar, a viagem havia sido rejuvenescedora e representou um renascimento pessoal importante, mas o esforço necessário para o cumprimento da jornada, consideradas as circunstâncias que a vida havia me apresentado, tornaram tudo mais desafiador e, portanto, ainda mais recompensador.

Não me preocupei em momento algum em fazer um resumo numérico da viagem, viajava sozinho e sem vontade de anotar litros ou dinheiro gasto. Os números básicos da viagem, que foram possíveis extrair com informações do painel e do computador de Omega foram os seguintes:

Total de dias: 18
Quilometragem total: 9.711 km
Total de dias viajando: 16
Tempo total ao volante: 128 horas

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