Viagem Internacional de carro, dias 11 e 12: Valparaíso – Santiago – Mendoza

Começo este texto com uma observação importante: Não irei descrever os dias sem viagem de carro em detalhes no blog, portanto pulo do texto “Viagem Internacional de carro, dia 07: Santiago – Valparaíso” para este que está lendo agora: “Viagem Internacional de carro, dias 11 e 12: Valparaíso – Santiago – Mendoza”

Fiquei no litoral do Chile por quatro dias. Conheci ótimos restaurantes, fui em dois produtores de vinhos próximos. Visitei um pub bacana, fui em uma das casas do poeta Pablo Neruda, fui à museus e andei muito a pé e também de transporte público. Quando não visitei adentrando os locais, garanto que passei em frente aos principais pontos turísticos.

Depois de conhecer Valparaíso e Viña Del Mar chegou o dia de deixar o litoral chileno e retornar para casa, no dia 4 de fevereiro. Na noite do dia anterior já havia pensado em seguir até Santiago e ficar por lá um ou dois dias, mas sem a certeza que iniciaria a viagem de volta na manhã seguinte.

Depois de um ótimo almoço em Viña Del Mar, retornei à Valparaíso para seguir pela Ruta Nacional 68 até Santiago. No som ouvia Transatlantic e RUSH. A distância entre Valparaíso e Santiago é curta e a viagem foi rápida, embora não tenha acelerado o Omega, mantive a velocidade regulamentar.

Autopista Los Libertadores – Foto: Autor

Cheguei a Santiago ainda na parte da tarde e visitei o Estádio Nacional, onde o Iron Maiden e o RUSH já se apresentaram e o meu time, o Cruzeiro, já jogou várias vezes, o estádio é lindo e de um dos lados das cadeiras avista-se a Cordilheira dos Andes ao fundo. Na volta, resolvi também conhecer melhor o transporte público da cidade, e circulei horas de metrô e ônibus, gostei bastante do que conheci.

De volta ao hotel liguei o computador para organizar um pouco uma dúzia de novos rascunhos e anotações do celular. Tomei algumas cervejas em um lugar próximo e já estava certo que continuaria a viagem de retorno ao Brasil no dia seguinte. Santiago é uma metrópole, e lá existem milhares de opções turísticas e de diversão, espero retornar para explorar melhor a cidade.

Depois de acordar tarde no dia 5 de fevereiro, ao invés de tomar café da manhã no hotel fui a um shopping. Tentei encontrar camisas de futebol para comprar, encomendas de alguns amigos, mas os preços estavam comparáveis aos do Brasil. No shopping mesmo almocei e de lá fui para um posto de gasolina abastecer e também trocar o óleo do motor do Omega.

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Troca de óleo em Santiago – Foto: Autor

O rapaz que efetuou a troca demonstrou interesse em conhecer o Omega, como o modelo foi vendido no Chile importado diretamente da Alemanha, lá não tiveram o motor de 4,1 litros no modelo A, que o rapaz conhecia. Foi daí que veio a primeira pergunta, quando ao abrir o capô do motor ele leu o “4.1” no motor.

Com óleo novo, segui direto em direção à Los Andes e depois subindo a Ruta Nacional 60 para mais uma vez passar por Los Caracoles. Parei em um posto de combustíveis um pouco antes e coloquei o aparelho celular no banco do carona para filmar a subida do caracol chileno. Cruzei mais uma vez o túnel Cristo Redentor e chegava de volta à Argentina.

O processo de entrada à Argentina pelo Chile é quase tão rigoroso quanto o inverso, talvez por alguma medida de reciprocidade, já que nas fronteiras com o Brasil a situação é muito mais tranquila. Nesse processo de imigração, como na ida, quase três horas de espera até passar todo o processo.

Deixando a imigração já me sentia íntimo da Ruta Nacional 7! Seguia viagem tranquilo e aproveitei que ainda estava claro para fazer uma parada no mirante do Aconcágua, uma visão impressionante. Os automóveis ficam 1 km distante do local do mirante, em um estacionamento, onde vi uma automóvel transformado em home-car com placas francesas: Havia gente mais disposta que eu em distância, mas será que viajava sozinho? Foi a pergunta que me fiz! Bati no carro para tentar falar com esse herói, mas ele não se encontrava.

Depois de ver o Aconcágua à distância, voltei ao Omega e continuei a viagem de retorno até Mendoza. A rodovia estava com pouco movimento e aproveitava para acelerar um pouco mais e sentir a disposição do carro para ganhar velocidade, frear e contornar curvas, o que me trazia vários sorrisos de pura satisfação.

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Mirante do Aconcágua – Foto: Autor

Depois de passar de volta o belíssimo Potrerillos, após uma ultrapassagem proibida em faixa contínua fui parado por uma dupla de policiais argentinos. Um desses policiais me abordou pessoalmente e muito educado perguntou se eu havia percebido que era proibido ultrapassar. Confirmei que sim, e justifiquei que apesar da sinalização julguei que havia segurança fazer a ultrapassagem em razão da baixa velocidade do caminhão o qual ultrapassei.

Não sei se o policial efetivamente compreendeu minha explicação em portunhol, mas a resposta dele compreendi perfeitamente: Deveria pagar uma multa de 3.950 pesos devido à infração ser considerada gravíssima, e também por isso minha carteira de habilitação ficaria retida pela polícia. Me entregaram o formulário da multa em um papel amarelo, que também permitiria dirigir, mas somente dentro da Província de Mendoza, e por no máximo 30 dias. Com a multa quitada, deveria me dirigir até uma delegacia em Lujan de Cuyo, na Grande Mendoza, para recuperar minha CNH e seguir viagem.

Como até então não havia perdido a paciência com coisa alguma e em nome de manter o bom humor, um dos desafios pessoais assumido logo que iniciei a viagem, respirei fundo e decidi que este seria apenas um problema a ser resolvido. Terminei de ouvir as instruções e com o papel amarelo segui viagem até a cidade de Mendoza.

Ao chegar, procurei um hotel para me hospedar e acabei ficando no mesmo que havia utilizado na viagem de ida. Depois de um banho segui para o centro da cidade onde se concentram diversos restaurantes. Já havia aprendido que o melhor de Mendoza envolve carnes e vinhos. O problema da carteira de motorista não me preocupava de maneira significativa – amanhã resolvo, pensei.

2 comentários em “Viagem Internacional de carro, dias 11 e 12: Valparaíso – Santiago – Mendoza

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