Atrasos das obras da Copa das Conferederações em Belo Horizonte

Quando o Estádio Governador Magalhães Pinto, o popular Mineirão estava às vésperas de ser reinaugurado, autoridades locais e do Estado de Minas Gerais adoravam anunciar a conclusão das obras com antecedência ao evento. Pois bem, veio o primeiro jogo, o clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG, e o que se viu foi um estádio incapaz de suportar eventos de grande porte.

Faltou água, houveram quedas no fornecimento de energia nos bares, filas enormes se formaram no acesso ao estádio e também nas esperas por atendimento nos bares, pelo período onde ainda se encontrava o que beber ou comer para comprar. A promessa de um estádio moderno pode até ser concretizado no aspecto visual, mas no uso prático, para o torcedor comum, piorou. É claro, para os barões que frequentam seus novíssimos e confortáveis camarotes, frequentados pelas mesmas autoridades que acreditam no sucesso do empreendimento, problemas dessa natureza dificilmente acontecem.

Estive no chamado “Novo Mineirão” em três oportunidades. Em dois jogos do Cruzeiro e também no show do Paul McCartney, em todos eles, sendo a decisão do Campeonato Mineiro de 2013 o último, percebi problemas. Bares sem fornecimento de energia elétrica, filas enormes para acessar o estádio e também para consumir produtos nos bares. No referido show, fiquei na fila por quarenta minutos, quando gritaram o balcão que a água para a venda havia acabado, tempo perdido.

Mas, se Belo Horizonte se gaba tanto da data de entrega do estádio, está na mesma situação de atraso de todas as cidades com relação às obras de infraestrutura. Prometidas como melhorias para os eventos que ficariam como legado para a população, nenhuma obra realmente importante está concluída. A principal, o sistema de transporte por ônibus, sigla em inglês de BTR, não tem uma única linha operacional, e nem mesmo os veículos foram comprados.

Algumas das obras finalizadas, foram concluídas sem cobrir o escopo original prometido. O exemplo é a extensão do Boulevard Arrudas, após o início da Avenida Tereza Cristina. O projeto original, previa o alargamento da avenida até a altura do trevo da Avenida Silva Lobo, com a obra incompleta, boa parte do trânsito que se desloca para bairros como o Buritis, trafegando na Avenida Silva Lobo, deixa de ter as faixas adicionais, com o estreitamento de pista antes do trevo, pouco, ou nada, adiantou a execução da obra.

O que preocupa é a falta de cobertura da imprensa em casos como estes, pois quando da entrega do Mineirão, boa parte da imprensa local destacou insistentemente a suposta eficiência do Estado de Minas Gerais e Prefeitura de Belo Horizonte, tal qual uma leitura de press-release. Assim, boa parte do público acredita que o estado e a cidade são perfeitamente administrados.

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