Chevette, Pink Floyd e um discman

Recentemente estava ouvindo voltando para casa ouvindo ao fantástico Meddle, álbum do Pink Floyd, e me lembrei que já ouvia esse mesmo álbum no Chevette, ainda na década de noventa. E fazendo um exercício de resgatar estas memórias, acabei lembrando-me de uma interessante época, onde os discplayers eram provavelmente caros e o Chevette era equipado com um ótimo toca-fitas.

Foi quando meu pai comprou um adaptador para ouvir compact discs reproduzidos em um discman, no toca-fitas. Era um dispositivo interessante, com um adaptador P2 a ser inserido como um fone de ouvidos no discman, e um cartucho no formato de fita K7 para a reprodução do áudio digital.

Imagem: Mercado Livre
Imagem: Mercado Livre

A principal vantagem era a qualidade do áudio, sem dúvida. E ainda é possível lembrar que, quando meu pai comprou tal adaptador, por algum motivo, o primeiro CD escolhido para teste foi o Meddle, o disco custou uma grana, era importado. O carro tinha bons auto-falantes da Arlen, capazes de definir bem graves e agudos, e haviam tweeters para os agudos.

O som ficou muito bom, e a faixa de abertura, “One Of These Days”, causou impacto a bordo do Chevette em um curto trecho entre o local no qual morava e a loja que meu pai trabalhava. Impacto maior e anterior que esse, só quando ouvimos em casa pela primeira vez um compact disc.

Não sei por quanto tempo a traquitana foi utilizada no carro, mas ouvimos bastante o Pink Floyd dessa forma. Era complicado pela quantidade de fiação necessária: Além do fio do adaptador de fita K7, era mais econômico utilizar um adaptador de energia conectado ao acendedor de cigarros a ficar utilizando pilhas no discman. Acredito ter sido uma dessas tecnologias de transição, onde o ultrapassado não atende o senso de qualidade comum e a solução ideal ainda custa muito caro.

Foi interessante lembrar disso logo quando ouvi as primeiras notas do baixo de “One Of These Days”. Aos que não conhecem, confiram abaixo o som desse, que em minha opinião, é dos melhores discos do Pink Floyd.

2 comentários em “Chevette, Pink Floyd e um discman

  1. Ah essas belas “gambiarras”.
    Discman era quase obrigatório quando cds dominaram o mercado e pilhas recarregáveis também.
    Lembro de por muito tempo ouvir música no trabalho com um discman que reproduzia mp3 e que ajudava a manter o computador mais leve, já que não precisava de nenhum player rodando nem armazenar as músicas no computador.

  2. Parabéns pelo espaço, Raphael. Também tenho um Chevette. Se quiser, apareça no ChevetteManiac ou me mande um email. Boa sorte e um abraço.

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