Um pouco sobre o motor 4.1 no Omega

Em tempos de preocupação constante com a eficiência dos motores de combustão interna, falar em um motor de seis cilindros em linha deslocando 4,1 litros é algo absurdo. Realmente, em sua última encarnação em automóveis, o 4.100, erradicado em terras brasileiras, entregava 168 cavalos de potência máxima, e 29 kgfm de torque.

Também trabalhou pesado em caminhões e utilitários da General Motors do Brasil, sendo que a última unidade a ser instalada em um chassi no país foi em 2001, um picape Silverado. Na configuração de trabalho, o velho Chevrolet entragava 138 cv de potência máxima e 30,7 kgfm de torque.

O sujeito que não gosta de tradição irá chamá-lo de ultrapassado ou de velho. Não deixa de ser verdade, mas o 4.100 tem suas qualidades. Durável e suáve como poucos motores, sua força é entregue com baixa rotação, enquanto alguns criticam o fato de ser limitado em rotações por minuto quando comparado com motores novos, a verdade é que ele não precisa disso.

Falando especificamente do Omega 4.1, o qual possuo um exemplar, essa característica é clara. No sedan alemão, a relação do diferencial escolhida pela GM é de, 3,15, no projeto original, com o motor de 3 litros, a relação é 3,70. Isso dá ao Omega 4.1 um comportamento quase preguiçoso, mas não lento. Preguiçoso pois ele poderia ser mais rápido em aceleração, por outro lado, é fantástico fazer viagens inteiras sem ultrapassar 2.000 rotação do motor.

O rotação baixa é sinônimo de conforto, já que o ruído do motor não invade o habitáculo, tão pouco há vibrações de qualquer espécie, o carro segue manso pela rodovia, e o melhor, enfrenta aclives ou faz ultrapassagens sem se incomodar com reduções de marcha.

Em recente viagem, curta é verdade, realizada entre Belo Horizonte e Tiradentes, passando pela rodovia BR-381, percurso 40 km mais longo que o habitual pela BR-040, percorri a distância em pouco mais de duas horas, sem ultrapassar os 120 km/h. Chegamos, minha esposa e eu, relaxados na cidade histórica, pois além de o automóvel proporcionar enorme conforto nessa condição, dirigir em velocidades mais baixas exige menos do motorista, foi uma ótima viagem.

Aproveitamos para conhecer na cidade o Museu do Automóvel da Estrada Real. Por lá, a tradição do motor Chevrolet se fez clara mais uma vez. Além de possuir no acerto um Chevrolet Opala 3.800, basicamente o mesmo motor 4.100, haviam ainda outros veículos da marca com a descrição do motor como: Seis cilindros em linha, claramente decendentes.

Omega CD 4.1

No museu, meu carro foi muito elogiado pelo funcionário que faz a recepção das pessoas. Ele ainda comentou que o Omega até pouco tempo, estávamos no último dia de 2012, era utilizado por autoridades da região de Tiradentes, sendo que o Prefeito de São João Del Rei teria um na garagem, com menos de 50.000 quilômetros rodados.

31 comentários em “Um pouco sobre o motor 4.1 no Omega

  1. nem falo nada de Omega. Principalmente dos 92 a 98. Simplesmente sonho de consumo. Quero q seja meu primeiro carro e quero ficar com ele… Parabens pelo post! E parabens pelo seu absoluto! Abrç

  2. Adorei ler este texto. Me trouxe uma vontade reprimida e adiada de ter um Omega com esse motorzão. Como está sendo custear a manutenção desta máquina? E as peças? Ainda fáceis de achar?

  3. Belo texto amigo, sou entusiasta do Omega, e possuo um CD 94/94 automático? O seu é automático tambén? Abraço

      1. Ah legal. O meu atualmente está com 180mil km rodados, possui couro, teto, painel digital, sistema de som premium de fábrica, câmbio automático, rodas originais estilo BBS de 15″ e a cor é bege schubert. Tudo funciona perfeitamente. Abraço!

  4. Olá Raphael! Estou comprando meu segundo OMega. No primeiro, há 08 anos atrás, tive muito desgosto. Peguei um CD automático 1996. Tudo quebrava… Gastei os tubos e vendi… Mas isto ocorreu pois não tive paciência de pegar um veículo com procedência. Este carro é ótimo, mas nas mãos de quem o cuida com carinho. QUando pegá-lo mandarei as fotos. Obs. O seu omega está muito bonito. Parabéns!

  5. boa noite estou a procura de um omega . ja tive a oportunidade de ter um 96 verde completo auto mas tive que vende-lo . por falta de experiencia ele veio com o cambio quebrado as ingrenagem estavam colada com durepox por isso peço sua orientaçao para que eu nao venha cair no mesmo erro valeu.

  6. pessoal, comprei recentemente um omega 4.1 automatico, tenho uma duvida sobre a temperatura, em baixas velocidades na cidade ela anda em torno dos 100 graus, mas na estrada baixa p 85 à 90 graus isto é normal ? tenho duvidas sobre isso alguem pode me ajudar?

    1. Parece normal, mas é recomendável verificar o arrefecimento de maneira geral, pois é um sistema que apresenta muito problema no Omega 4.1.

      Verifique se a termostática está funcionando e instalada.

    1. Seu receio é justificável, meu caro. Meu Omega é bem cuidado e no trânsito caótico de Belo Horizonte durante os horários de pico ele não passa de 5,5 km/l. Na hora de abastecer, a dor é grande.

  7. Comprei um ômega 4.1.. 96 esta semana estou gostando,só a mulher que não gostou muito,por deixá meu Civic si na garagem e passear de ômega

  8. Olá, estou de olho num Omega 4.1 GLS 96/97 pra comprar e o hodômetro dele marca 70 e poucos mil km rodados. Afinal, com quantos km rodados o hodômetro volta ao início??? Grato!!!

  9. Obrigado. O que está estranho é que o anunciante diz que o omega tem 170 mil rodado, mas a foto do velocímetro mostra cerca de 70 mil, mas não creio que esse carro de 1996 tenha rodado mais do que uns 300 mil km, até por se tratar de um carro com alto consumo. Obrigado Raphael.

  10. Marcos, pode ser que o hodômetro do Omega GLS, seja como o do Monza GLS, que ao atingir os 99.999 kms, zera todo o hodômetro e começa a contar novamente, daí o mesmo marcar setenta e poucos mil, mas o dono sabe que o hodômetro virou e por isso anunciou 170 mil kms. O Omega 4.1, tenho um e já é diferente o funcionamento.
    Abraço!

  11. Muitos consideram o 4.1/S um motor “manco” e que anda pouco, mas não é bem assim. Logicamente o motor Opel 3.0 é muito superior o que é indiscutível, mas infelizmente não tivemos a sorte de tê-lo fabricado por aqui… Contudo, a filosofia do 250/S americano é de muito torque a baixa rotação e potência específica modesta. Ainda assim, a gama de melhorias que esse motor tem a receber não se compara com o Opel. Com ajustes banais, o 4.1 passa facilmente dos 200cv e com preparações um pouco mais elaboradas como aumento de cilindrada e peças de competição, não é difícil passar dos 400cv. O ideal pra um motor com essa configuração considerada ultrapassada por muitos (comando de válvulas no bloco acionado por varetas e balancins) é girar na casa de 50 a 55cv/l sem qualquer necessidade de passar disso. Esses motores entregam naturalmente muito torque à baixa rotação e por isso mesmo exemplares que ficam no máximo a 40 ou 45cv/l tem uma vantagem nítida em relação a motores mais modernos. E de quebra, muitos deles sequer usam correia dentada o que facilita bastante a manutenção. Exemplos de outros motores do mesmo tipo são o Ford CHT e os Honda 125 OHV. O Ford primava pela economia e robustez quando utilizado na longitudinal, sendo que no Escort a adaptação na transversal não foi das mais felizes por uma questão de projeto. Apesar disso, era um motor que além de mais torque, conseguia economizar mais que muito carro 1000 por aí. No caso do Honda, sempre foi um motor confiável e com um desempenho superior a de muitos motores mais modernos dentro até da própria Honda! Na minha opinião isso joga por terra qualquer preconceito em relação a esses velhos propulsores, precisando ser vistos apenas com um pouco mais de carinho pelas montadoras na hora de receber aprimoramentos. Eles ainda podem surpreender muitos motores com comando variável e configuração multiválvula por aí…

  12. Galera comprei um o omega cd 4.1 ha uns 2 meses ele precisava de um Dono na verdade comprei ele apenas Por fotos pelo fato de eu morar fora do paiz paguei barato Mas o o barato saiu caro o Antigo Dono me passou a perna ja gastei exatamente 12 mil reais Pra arruma lo poderia ter comprado um carro novo Mas pensei nao vou desistir de um sonho de crianca entao ergui a cabeca e nao desisti e agora esta nos adjustes finais Mas tenho uma duvida antes ele era automatico agora e manual sera q isso influencia muito na hora de eu querer vende lo ? Obrigado pela atencao

      1. É meu amigo, querer ter ou possuir um veículo antigo ou clássico como o Omega e outros, não é para qualquer um, tem que se ter tempo, paciência e dinheiro para gastar, mesmo que não se tenha.
        Também comprei um Omega CD 97, há um ano atrás, com cara de novo, lindo,lindo, todo original, paguei caro, ou seja a qualidade que o carro aparentava, e já gastei 10 mil reais, em manutenção, sem mão de obra, pois sou o mecânico do carro, sou exigente,ai começamos a desmontar para fazer a manutenção, que é necessária e as peças com desgaste aparecem.
        Também pensei, que com o dinheiro gasto, poderia ter comprado um veículo novo, porem te digo, nenhum veículo te dará o prazer, de dirigir o carro que gostas, nem a satisfação de ser diferente das outras pessoas neste ponto. Já tive outros veículos antigos, as pessoas e motoristas vão te olhar de um jeito diferente quando você passa, mesmo que o carro não esteja bonito, a gente percebe e isso é legal, para quem gosta, agora, isso tem preço, lavar, encerar, manter o carro, não é fácil e o bom é ter outro veículo que possamos andar e não nos preocuparmos muito.
        Quanto a conversão de câmbio automático para manual, se foi satisfatório para você, não se preocupe, do contrário venda o carro, pelo valor que gastou e compre outro que te deixe mais contente, mas não desista do seu sonho, seja original, pois só assim serás feliz.
        Abraço!

  13. Eu tenho um automático 95 azul
    Kandinsky ,comprei faz uns dois anos e agora deu problema no câmbio automático ,eu mesmo vou desmontar pra arrumar pois custa uma fábula pra arrumar em um lugar específico. Ótimo carro ja é o segundo

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