Três fracassos de 2012

Não são motivos para o fim do mundo, mas 2012 deixou boas novas e fracassos. Entre os fracassos de 2012, sem dúvida fico com estes:

Metal Open Air

A proposta inicial era fazer no Brasil uma edição do Wacken Open Air, já tradicional festival alemão de heavy metal, e gêneros relacionados. Quando o pessoal do festival original divulgou nota oficial desmentindo que haveria uma edição fora da Alemanha, o defunto começou a cheirar mal. Mas a coisa toda começou a ruir quando algumas bandas começaram a cancelar suas apresentações já na semana do evento e seguindo as reclamações de quem chegou na área de camping antes do primeiro dia.

Ao final, aquilo que seria um marco histórico, não só para o Brasil, mas também para o nordeste do país, o festival aconteceria em São Luiz, não passou de um grande vexame. Fãs perderam tempo e dinheiro, assim como algumas bandas que mantiveram o compromisso de se apresentar, mesmo com toda a falta de estrutura. O Megadeth foi uma das bandas que se apresentaram, embora tenham reduzido bastante o tempo total do show.

Encontro com Fátima Bernardes

Fátima Bernardes é uma daquelas jornalistas que se tornam personagens de um programa jornalístico. Foi assim com o Jornal Hoje e também com o Jornal Nacional, incluindo no pacote coberturas especiais como a jornalista fazia da seleção brasileira de futebol durante as Copas do Mundo. E, depois de anos dividindo a responsabilidade de apresentar o Jornal Nacional ao lado de seu marido, William Bonner, Fátima resolveu apresentar um programa no melhor estilo Silva Popovick nas manhãs da Rede Globo.

O resultado até agora, fracasso. O programa de Fátima Bernardes vem sofrendo com a indiferença do público, e em dezembro amargou o terceiro lugar em audiência, ficando atrás também de Rede Record, a grande rival da Rede Globo. Cheguei a comentar com amigos que, se há algo de louvável na concepção do tal programa, é a coragem de Fátima Bernardes em abandonar um posto confortável na bancada do Jornal Nacional e resolver encarar a empreitada, mas, pelo menos em 2012, apenas o nome de Fátima Bernardes, agora apresentadora, não foi suficiente para salvar os números do ibope da emissora.

Toyota Etios

A Toyota apresentou seu carro pequeno com toda pompa e circunstância. Veio ao Brasil até o Vice-Presidente da empresa, falar sobre o lançamento e anunciar novos investimentos no país, incluindo a expansão da capacidade produtiva, dada a expectativa de vendas do Etios. Um carro pequeno, com acabamento espartano e até de mal gosto e visual externo questionável. Aparentemente, um bom automóvel geral, mas em questão de automóvel, pelo menos por aqui, é mais ou menos como disse Vinícius de Moraes: Me perdoe, mas beleza é fundamental.

O Etios não consegue emplacar nas vendas. No acumulado no ano, quando comparado com outros dois lançamentos recentes, perde veio para Hyundai HB20 e Chevrolet Onix, mesmo tendo sido lançado antes. A expectativa da Toyota era de vender seis mil unidades mensalmente, mas o Etios vendeu de setembro até metade de dezembro pouco mais de 3.500 unidades, um estrondoso fracasso. Nem mesmo os Maias, capazes de preverem o fim do mundo, poderiam ser tão maudosos com a Toyota.

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