Chevrolet Omega se despede

Sem fazer alarde, a Chevrolet retirou de seu site o Omega, sedan que até a linha 2011 era o topo da linha do fabricante no Brasil. Uma triste notícia para aqueles que, assim como eu, reverenciam este automóvel sem par entre os fabricantes nacionais. Poucos notaram, mas a ausência do modelo no último Salão do Automóvel de São Paulo em novembro último já anunciava discretamente que o modelo não teria futuro no país.

Imagem: Divulgação
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A última atualização do nosso Omega ocorreu no modelo 2011, quando passou a contar com um moderníssimo motor de seis cilindros com injeção direta de combustível. Dessa forma o motor alcançou números ainda mais expressivos. Sua potência máxima de 254 cv, saltou para para 292 e também houve aumento no torque, que passou a 36,7 kgf.m a 2900 rpm, além de ser mais econômico e menos poluente que a versão anterior. Com transmissão automática de seis marchas, a nova motorização do Omega o qualificou a números de desempenho digno de esportivos: Aceleração de 0 a 100 km/h em 6,8 segundos e velocidade máxima de 235 km/h, esta limitada eletronicamente.

Em seu interior, o último Omega oferecia revestimento em couro bege, tela sensível ao toque no centro do painel. O CD Changer com capacidade para leitura de arquivos MP3, USB e, também era capaz de gravar de até 15 CDs na memória do aparelho. Havia ainda bluetooth integrado ao automóvel para permitir o uso de telefones em sistema de viva-voz.

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Também como destaque, a segurança, incluindo de série, o ESP – Programa de Controle de Estabilidade para gerenciamento dos sistemas de ABS, EBD, EBA e o TCS. Oferecia ainda bolsas de ar infláveis frontais e laterais.

Marcante

A Chevrolet iniciou a trajetória do Omega no Brasil em 1992, com a missão de substituir o Opala. Tal missão foi plenamente alcançada já que o Omega se destacava por fortalecer ainda mais os atributos do Opala, com bastante espaçoso e potência, especialmente nas versões seis cilindros. O Omega se posicionou como melhor automóvel que o Opala pela sua segurança ativa e passiva, além da aerodinâmica espetacular até hoje.

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Deixando de ser fabricado no Brasil

Em 1998 deixou de ser fabricado no país, passando a ser importado da Austrália o modelo Holden Commodore para continuar o sucesso do modelo. Vindo da terra dos cangurus com um motor de 3,8 litros e transmissão automática, o Omega passava a ser cada vez mais um “carro de executivo”, uma vez que deixava de oferecer as versões de quatro cilindros e com transmissão manual, mais baratas. Parte do nicho abandonado pela Chevrolet com as versões menos recheadas era preenchida pelo Vectra, um automóvel menor e de tração dianteira.

A partir do modelo 2005, um novo motor, agora Ecotec, de 3,6 litros era adotado em substituição ao 3,8 de origem Buick. Mais moderno e mais potente, o novo motor elevou os números do Omega a novos patamares. O comportamento do motor Ecotec e suas tecnologias como comando de válvulas no cabeçote e coletor de geometria variáveis adicionavam comportamento esportivo.

Sem substituto

Ainda que a Chevrolet resolva importar dos Estados Unidos o novo Malibu, a linha do fabricante não tem um substituto do mesmo quilate. O Omega era o único automóvel entre os fabricantes nacionais a possuir tração traseira, entre outras qualidades. Sua plataforma é tão moderna e superlativa que foi adotada para o desenvolvimento do atual Camaro.

Com desvalorização de até 25% no primeiro ano de aquisição, o Omega tinha consumidores específicos, sendo também muito comercializado para o Governo Federal como automóvel oficial. Aos que são apaixonados pelo modelo e com menos dinheiro em suas contas bancárias, espera-se que a desvalorização seja mais acentuada a partir de agora, e que os os modelos sejam mais acessíveis em um prazo mais curto.

O Omega se despede de forma melancólica, assim como vinha sido tratado pelo fabricante há anos. Fato que, aos apreciadores do Chevrolet Omega, resta apenas lamentar a decisão da General Motors do Brasil, uma pena.

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