O Cruzeiro em 2013

Finalmente, o Cruzeiro está livre do rebaixamento. Após vencer o Bahia no Estádio Independência, as chances matemáticas do clube ser rebaixado a série B de 2013 estão definitivamente descartadas. Mas é pouco para o clube, e pouco progresso quando fazemos um comparativo com a temporada anterior.

Sou um torcedor consciente, e não invejo o sucesso do Atlético-MG em 2012, e em meio a toda a guerra virtual de torcedores celestes e atleticanos festejando a desgraça do adversário, percebo que se há algo a ser invejado no clube alvinegro, é mesmo certa organização, há muito perdida no lado azul da lagoa.

O que mais me deixa irritado com o Cruzeiro é a quantidade de cargos de Diretoria. Além do Presidente Gilvan de Pinho Tavares, existem outros dois nomes na vice-presidência. Ou nosso Presidente não é presente no clube como se espera, ou há exagero, acho que é a segunda opção a verdadeira. E se existem tantos diretores, imaginem a quantidade de assessores.

Haver tantos Diretores não é receita de sucesso ou fracasso, mas demonstra que a estrutura do clube é demasiadamente grande. Não posso afirmar que todos os Diretores recebem salários, embora espere que recebam, pois assim é possível exigir um mínimo de retorno no investimento feito.

Aliás, dispensa de Diretor começou errada em 2010. Eduardo Maluf, depois de onze anos no papel de Diretor de Futebol do clube, foi dispensado pelo Cruzeiro, na verdade, o clube já tinha dificuldades financeiras à época. Já na temporada seguinte, o Cruzeiro só se livrou do rebaixamento na última rodada. Maluf foi para o Atlético, ainda em 2010, e os resultados do time em 2012 demonstram que a qualidade de seu trabalho dele é relevante.

Agora o Cruzeiro começa a falar em 2013. Os nomes a serem contratados não demonstra muita ambição, tão pouco saúde financeira. São nomes da segunda divisão do futebol brasileiro, somado ao velho discurso de investimentos na categoria de base. O técnico escolhido para o desenvolvimento do trabalho parece mesmo ser Marcelo Oliveira, que como jogador se destacou no clube rival do Cruzeiro, o Atlético-MG.

Contratações de jogadores já em final de carreira, jogadores de times pequenos e de divisões inferiores com aproveitamento de jogadores das categorias de base, dificilmente se traduzem em títulos. Caso o Cruzeiro esteja procurando se reestruturar, pode ser uma boa pedida, mas algo profundo na estrutura, de saneamento financeiro, deve ser observado em paralelo com o sufocamento dos investimentos no futebol.

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