O turista não pode mais encontrar o seu caminho sozinho

Estive em férias na Bahia, e lá, algo ficou mais uma vez, comprovado: O turista incomum, ou seja, aquele que prefere ir com o seu próprio automóvel e fazer sozinho o seu caminho, é impedido de fazê-lo diversas vezes. Muita gente se aproveita da situação do turista e o aborda de maneira não muito conveniente para oferecer serviços.

Nada contra estas pessoas que vivem desse trabalho. Nada mesmo. Porém, quase nunca é possível fazer o seu passeio de maneira autônoma, descobrindo os segredos do lugar, desvendando os caminhos, ou, simplesmente, não ser incomodado durante o caminho. Em meu particular, isso me deixa muito irritado, e por vezes foi necessário respirar fundo para manter o ótimo clima da viagem.

Em quase todos pontos turísticos, há informações em painéis explicativos. Realmente, não há necessidade de um guia repetindo a você o que está escrito nesses painéis. Eu e Priscila já havíamos pesquisado sobre os diversos pontos que gostaríamos de visitar. O uso do humor por parte dessas pessoas é uma constante, muitas vezes com piadas clichês sem a menor graça. A questão é que, quase como um exercício de enfermeira ao aplicar o medicamento na sua corrente sanguínea: Relaxe, que a “picada” virá na sequência, é infalível.

Nas praias baianas, há uma prática irritante de abordagem do turista na areia, durante caminhadas tranquilas sem o propósito de sentar em uma mesa para consumir qualquer produto ou serviço. Nessas abordagens, perde-se tempo argumentando o óbvio. É comum também haver alguém ainda nos acessos às praias indicando determinadas barracas.

Passamos por Arraial D’Ajuda, Porto Seguro, Trancoso, Coroa Vermelha, Cabrália, Caraíva e Espelho. O saldo da viagem é mais que positivo. A pousada que ficamos, a Pé na Estrada, possui um ótimo custo benefício, e próximo da Rua Mucugê, onde concentram-se os melhores bares e restaurantes, há pouco a reclamar.

Infelizmente, a única ressalva mais grave, realmente, é a insistência de oferecer serviços em pontos turísticos. Talvez na certeza que a maioria das pessoas irá evitar discutir a prática, afinal quem está em férias prefere preservar o bem estar de suas viagens, é algo que deveria ser melhor trabalhado pelas pessoas que exploram o turismo da região.

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