Quando o vendedor não conhece o que vende

Uma das qualidades que meu pai sempre demonstrou ter ao vender peças de automóvel é ter conhecimento do que ele está vendendo. Não importa se você não sabe exatamente qual é a peça que você precisa, ele irá saber e se houverem peças similares entre um modelo ou outro, possibilidades de adaptação e etc, ele saberá. E ele também não fala bobagem, o cliente sente segurança naquilo que está ouvindo.

Reconheço, sou um cliente chato de atender. Eu conheço dos meus carros, em muitos casos mais do cara que está do outro lado do balcão. Isso causa algumas situações estranhas, onde não raramente me irrito com o desconhecimento das pessoas a respeito do produto ou serviço que vendem aos clientes, passa despercebido pela maioria, mas eu pego essas falhas facilmente.

Ontem comecei a procurar por telefone um abafador traseiro do escapemento do meu Omega. Ouvi algumas perguntas irritantes a respeito do assunto, perguntas que poderiam auxiliar em identificar qual é a peça correta para a aplicação do automóvel. Mas há um detalhe importante: Só existe um modelo de abafador traseiro para o Omega como motor 4,1 litros.

Em uma das lojas, perguntaram se o carro já era com injeção eletrônica, sendo que, nem mesmo na Europa, onde foi lançado em 1986, o Omega chegou a ser produzido com carburador. Diversas vezes perguntaram o ano de fabricação do carro, uma informação que não muda em nada a aplicação. Omega 4,1 tem um só escapamento, e ponto final.

Eis que então consegui o melhor orçamento e hoje fui até o local fazer a troca do abafador. O problema começou quando o vendedor viu que, no seu sistema, os abafadores para Omega e Suprema, versão perua do Omega, estavam cadastrados com o mesmo código. O abafador correto do meu carro, não havia em estoque, fui obrigado a aguardar por trinta minutos a chegada da peça do distribuidor.

Enfim, começaram a instalação do novo abafador, quando iniciaram a montagem viram que seria necessário soltar outras partes componentes do escapamento para instalação do tubo traseiro, eu já sabia. De início, tentaram afastar o para-choque, reclamei dizendo: Amigão, não pode puxar o para-choque desse jeito. O instalador, claro, não gostou.

Portanto, precisamos estar sempre atentos aos serviços que realizam em nossos automóveis, e sempre que possível precisamos ainda estarmos presentes para evitar que os procedimentos sejam feitos da maneira incorreta. Não precisa ser um entusiasta da coisa, basta ter atenção em detalhes e levar em consideração que muitas vezes, a pressa é inimiga da perfeição.

2 comentários em “Quando o vendedor não conhece o que vende

  1. Bah !!!! Cara Não Tenho Omega Mais Sei O Quanto as Pessoas São Desconhecidas Sobre Esse Carrão Dizem Até Que O Motor Mais Forte Dele é O Do Blazer 4.300 V6 Vortec !!!! Óbvio Que Não Omega Só Saiu 6 Cilindros 4.1 Ou O Alemão 3.0 !!!!

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