Carros raros e conservados – Chevrolet

Sempre gostei de carros diferentes, em pouca quantidade nas ruas e cores fora do padrão preto e prata. Não devemos entender com isso que gosto de carros bizarros, o que é muito diferente.

Outro dia, fazendo minha caminhada após o horário de almoço, vi estacionado em uma garagem um lindo exemplar do primeiro modelo do Chevrolet Astra vendido no Brasil, importado da Bélgica. Lata lisa, calotas de plástico originais e ainda com bolsas de ar para motorista e passageiro, sendo que o volante do automóvel vendido aqui com este opcional permanecia com a marca da Opel, bizarro. Houve também a versão perua, ainda mais rara que o hatchback.

Foto: Best Cars Website

Comecei então a lembrar de automóveis Chevrolet que , apesar de bons produtos, ou foram vendidos em pequena quantidade, ou simplesmente é quase impossível comprar um hoje, usado, em bom estado de conservação, além do Astra já citado.

O primeiro modelo que veio na lembrança foi o Vectra “A”, que tinha a tarefa de substituir o Monza até então referência no segmento. O primeiro Vectra tinha as versões GLS e CD, as duas bem equipadas com o foco bem claro em agradar a classe média ficando um pouco abaixo do Omega, e uma versão esportiva, a GSI. O Vectra GSI chegou com um motor Opel de 2 litros e cabeçote de 16 válvulas e injeção eletrônica sequencial. Além de se diferenciar do restante da linha na motorização, o GSI possuia ainda alguns adereços aerodinâmicos, rodas e acabamento interno exclusivos, e teto solar. Infelizmente, é praticamente impossível encontrar um exemplar em bom estado de conservação.

Foto: Revista 4 Rodas

Em seguida, o Omega. O grande sedan iniciou a renovação da linha Chevrolet ao substituir o Opala após décadas de história. O Omega tinha linhas limpas, vidros rentes à carroceria, muitos itens de conforto e espaço interno. Com os motores seis cilindros, seja o alemão de 3,0 litros ou o americano de 4,1 litros, virou referência em prazer em dirigir. É muito difícil encontrar Omega com acabamento interno conservado ou sem ter sido estuprado em suas características originais. Rebaixamento de suspensão, alterações no escapamento e combustível estão entre as modificações mais frequentes, sempre causando prejuízos ao automóvel.

Foto: Revista 4 Rodas

Assim como o Omega, o Opala. É complicado encontrar um Opala em mediano estado de conservação. Geralmente ele é encontrado em excelente estado a preço de ouro, ou completamente descaracterizado, sendo que em muitos casos uma restauração deixa de ser viável. O mais belo pra mim é o coupé diplomata de 1986, porém, esse é o modelo que mais raramente vejo nas ruas.

Foto: Opaleiros do Paraná

Monza. O carro mundial da General Motors em seu desenho original antes da reformulação de 1991 praticamente não existe em boas condições. Os inesquecíveis Classic e a versão hatchback S/R são como encontrar água no deserto. Há algum tempo vi um S/R bem ruim sendo vendido, no anúncio em papel colado no vidro, a palavra “raridade” – seria, se estivesse conservado.

Foto: Revista 4 Rodas

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