Amy Winehouse morreu, e eu com isso?

Almoço de sábado, chega a notícia pela TV que Amy Winehouse morreu. Não gosto da música dela, e nada teria contra não fosse o exagero de certas palavras utilizadas para descrever a moça.

O nome Amy Winehouse chegou até meus ouvidos não pela sua música, mas pelo seu modo autodestrutivo de viver a vida. Ninguém tem nada com isso, afinal, é uma escolha pessoal se entupir de drogas e álcool. O problema é justamente quando isso começa a emperrar a carreira e prejudicar o desempenho profissional. É assim no mundo normal.

Se eu resolvesse passar os finais de semana me drogando e bebendo, desde que estivesse segunda-feira às oito horas no trabalho, desenvolvendo minhas atividades sem qualquer reflexo da minha vida boêmia, ninguém teria nada a ver com isso.

Mas o caso da Amy é diferente. O estilo de vida da cantora sempre foi vendido na mídia como um pouco de glamour, e um monte de idiota comprou a idéia, e a falta de respeito com os pobres fãs passou a ser normal. Quando Amy Winehouse esteve no Brasil, caiu do palco, balbuciou letras, ninguém criticou, pelo contrário, valorizaram exacerbadamente o mínimo de esforço que ela fez pra cantar, ou soltaram notas dizendo que “o show foi correto e curto“. Correto onde?

Como a mulher pode ser considerada diva se grande parte da carreira ela se mostrava decadente? Pensei que talvez a carreira fosse longa, apesar de só ter ouvido falar dela outro dia mesmo. E descobri que Amy tem dois discos gravados. Isso mesmo, dois discos. Havia um tempo onde alguém pra ser considerado referência em alguma coisa deveria ter aí uns dez anos de carreira, uns cinco discos. Mas não… o caso da Amy é diferente.

Alguém pode chegar e dizer: Ela tem trocentos prêmios. Bobagem total são esses prêmiozinhos mixurucas que ninguém fora do mainstream, preocupado com música, se lembra. Os prêmios hoje são meros meios de exploração de marketing musical, coitada da indústria fonográfica. Mas se não tinha qualquer comprometimento com a carreira e fãs, Amy tinha gravadora grande segurando a onda, a Universal – certamente tiraram até a última gota da moribunda, e continuarão fazendo isso.

Em breve vamos ter gravações raras, trechos jamais ouvidos durante a gravação do último disco, cenas de bastidores inéditas. Algo como vimos no caso da morte do Michael Jackson, embora esse tivesse mais história. Posso até admitir que era uma coitada com potencial, mas já entregue às drogas. Fato, não precisamos ficar com pena.

Aliás, essa coisa de sentir pena ou dó, me dá nos nervos! Quem serão os que ficaram com dó? Serão àqueles que queimam tudo até a última ponta? Eu acho que sim, mas não tenho nada a ver com isso. Mas, então, se você realmente ficou com dó, vamos combinar que quando um noiado de crack passar ao seu lado no semáforo, você não vai fechar o vidro do seu carro, certo? Coitado, ele é mais uma vítima indefesa, merece seu sentimento afetuoso, vai demonstrar altruísmo? É, colega, no mundo real a coisa é diferente, né!

Você que é fã e tem dó e agora está lamentando, seja razoável: O máximo que você lamenta é que a mulher não está mais entre nós e a música que você tanto gostava não vai mais existir. Sem essa hipocrisia nojenta e discursos em defesa dos drogados, ou que e que ela “fazia pedidos de socorro nas letras” como tive o desprazer de ouvir no Fantástico da TV Globo.

Sou capaz de apostar que ela mesma acharia todo esse papo de coitadinha um saco.

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Um comentário em “Amy Winehouse morreu, e eu com isso?

  1. Concordo com o escrito acima, esta moça não serve de referência, procurou e achou, pode até ser q tinha lá uma voz legal e uma ou outra musiquinha q agradavam, mas só isto…nada mais…exemplo jamais, uma coitada q vivia caindo de bêbada e drogada, daqui uns dias já lançam um filme contando a história da garota e evidenciando que mesmo sendo drogada, bêbada, q vivia em confusões foi uma Deusa do rock, uma maravilha de pessoa…apostem.

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