O início do entusiasmo por automóveis

Meu entusiasmo por automóveis começou com a convivência com meu pai que a vida toda trabalhou com auto-peças. Ainda bem novo, participava de discussões onde ele exaltava o Opala e a linha Chevrolet em geral. Estávamos no final da década de 80, eu estava na adolescência e a marca ainda era de longe a melhor do país.

Com meu pai aprendi boa parte do que sei a respeito de dirigir um automóvel. Ficava sempre observando cada manobra, especialmente em viagens. Adorava fiscalizar o uso do automóvel quando íamos a praia, me irritava as pessoas que entravam no automóvel sujas ou molhadas. O Opala de placas amarelas, BL-0958 era, na minha cabeça, de minha propriedade e responsabilidade.

Um pouco antes, vieram os primeiros carrinhos de brinquedo. Ficava fascinado com o funcionamento dos deles. Autorama, Ferrorama, Elastikon, Pégasus e Colossus foram alguns brinquedos que estavam na mente de toda criança.

Mas minha curiosidade peculiar dos entusiastas por automóvel, aguçava minha curiosidade e passei a observar com cuidado o funcionamento de cada um deles, chegando a desmontar alguns e nem sempre conseguir montar de volta. Nesses casos, meu pai ajudava a montar quando não havia perdido nenhuma peça ou parafuso. Para esses casos, haviam em Belo Horizonte algumas lojas especializadas, como o “S.O.S dos Brinquedos”. Minha avó paterna era quem levava os brinquedos para eles consertarem, e eu ficava sempre chateando para que fossem devolvidos rapidamente.

Tive ainda grande curiosidade com bicicletas e carrinhos de rolimã. Fazia alterações de relações de coroa nas bicicletas, modificava sistemas de freio e procurava sempre a melhor regulagem de altura do celim e distância do guidão. Nos carrinhos de rolimã era engenharia: Partia da concepção, colocava o projeto em prática com a união das peças de madeira para formar o veículo em si, fazia os testes e o aprimorava, sem falar é claro nos consertos que eventualmente se faziam necessários.

O primeiro motor veio com o Walk Machine, por volta de 1994. Era incrível ter um motor que estivesse ao meu alcance, e ao alcance das ferramentas! Me lembro de ter ficado especialmente curioso a respeito do sistema de embreagem que fazia o motor manter marcha-lenta e andar ao acelerar. Fazia limpezas semanais no carburador, e até cheguei a remover o cilindro para avaliar de perto como era o pistão do motor de dois tempos.

Foi uma infância rica em detalhes mecânicos e eletrônicos, que considero essenciais para a minha admiração por produtos desse tipo, sendo que até hoje, quando surge alguma coisa diferente, fico curioso para compreender o funcionamento.

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