Estoque de fabricantes sobe e Fiat dá férias

Cleide Silva escreve no Estadão da quinta-feira, 7, que a indústria automobilística começa a se preocupar com o volume de veículos nos pátios das fábricas e revendas. No fim de junho, informa a jornalista, havia 342 mil carros à espera de compradores, o equivalente a 33 dias de vendas. Para não ultrapassar o estoque considerado crítico pelo setor, de 35 dias, ela entende que algumas empresas devem diminuir o ritmo de produção.

A Fiat vai dar uma semana de férias coletivas na fábrica da Argentina, onde é montado o Siena comercializado no Brasil. O grupo pode ainda parar a fábrica de Betim, MG, por uma semana, em julho ou agosto. “Um volume de estoque acima de 35 dias começa a ter impacto significativo nos custos das empresas”, explicou o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, durante a reunião mensal com jornalistas, na quarta-feira.

No encontro, porém, o executivo insistiu em dizer que “os estoques estão normais para o setor”. Para ele, a situação seria anormal se houvesse um nível de veículos nos pátios e revendas da ordem de 50 dias.

Consultadas pela jornalista, as assessorias da Ford, General Motors e Volkswagen informaram não ter, neste momento, informações sobre férias. É o terceiro mês neste ano que os estoques chegam a 33 dias, mas é a primeira vez que ultrapassa o volume total de vendas do mês, de 304,4 mil unidades, 4,5% a menos que em maio.

Inadimplência

Belini considerou também bastante razoável o indicador que mede a inadimplência no financiamento de veículos, que está no patamar de 3,6%. Um contrato é considerado inadimplente quando ocorre atraso no pagamento de prestações por mais de 90 dias.

A taxa era de 2,6% em janeiro 2,8% em fevereiro, 3,0% em março e avançou para 3,2% em abril.

Licenças prévias

O ingresso de veículos de outros países no Brasil continua sujeito à emissão prévia de licenças de importação, atendendo exigência do governo. A autorização, que era automática, demora atualmente quinze a vinte dias e provoca lotação das áreas de armazenamento portos.

A Anfavea informa que há quase cem mil licenças pendentes. A maioria dos veículos vem da Argentina, mas as operações locais com carros asiáticos também são afetadas.

Mais empregos

Embora a Fenabrave tenha elevado as projeções para vendas de veículos no mercado brasileiro, a Anfavea ainda reluta em alterar as previsões, por conta de efeitos das medidas macroprudenciais adotadas pelo governo na área de crédito. Belini explica que as consequências do aperto financeiro sobre o mercado automotivo ainda podem ser estender pelo segundo semestre.

Fonte: Automovive Business

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