Avaliação do Captiva 2011 V6 3.0 AWD

Minha primeira experiência ao volante de um SUV aconteceu ontem, por meio do meu amigo “agenciador”, Marcelo. Ele estava com o Captiva modelo 2011 e me ligou para ter um rápido contato com o modelo. O Chevrolet passou por mudanças de motorização e câmbio e outros detalhes de acabamento e funcionalidades.

Imagem: Divulgação

Vendo a ficha técnica do motor 3.6, substituído agora por um de 3.0 litros de deslocamento, percebemos que embora a potência máxima tenha até aumentado e o torque máximo tenha diminuído em pouco mais de 2 quilos, a curva de torque do antigo motor era mais favorável a um veículo desse porte. Provavelmente é o que explica a impressão de algumas pessoas que tiveram a oportunidade de guiar as duas versões apontando que o modelo anterior acelerava mais.

O câmbio automático agora passa a contar com seis marchas, de série na versão seis cilindros de tração integral (AWD) e opcional para a versão de quatro cilindros com tração dianteira somente (FWD). A versão de quatro cilindros também teve o motor revisto pela Chevrolet.

O novo câmbio apresenta trocas suaves e possui uma tecla “ECO” que prioriza regimes de economia de combustível. Em aceleradas mais nervosas, o motor é esticado até pouco além de 7.000 RPM, o que me deixou até impressionado com o tanto que o motor gira. O grafismo do tacômetro não possui escala vermelha.

Chevrolet Captiva 2011 - 140 km/h
Imagem: Autor

Rodando a 160 km/h e com pé leve, o câmbio faz o motor girar em rotações abaixo de 3000 RPM, trazendo silêncio e conseqüente conforto a bordo, provavelmente também melhora consumo e autonomia. Não gostei de não haver opção de trocas manuais através de borboletas no volante. Em modo manual, as trocas são feitas na alavanca, e em um botão localizado na manopla, pouco funcional e não permite dirigir com as mãos sempre ao volante, como deve ser.

O carro é alto, afinal é um SUV. Os pneus são de perfil relativamente baixo e a suspensão tem curso longo. Ao passar por desníveis de pista, comuns aqui no Brasil, o carro salta e dá impressão de falta de segurança nessas situações. Como o modelo possui controle eletrônico de estabilidade, é bem provável que não seja nada grave, mas a sensação é estranha, ainda mais para mim, pouco habituado com o tipo de automóvel.

O comportamento em curvas de asfalto liso é muito bom, apesar da carroceria “deitar” um pouco demais, o controle de estabilidade permite exageros, é muito fácil de consertar escapadinhas, e o freio é capaz de modular e distribuição da frenagem mesmo nessas situações.

Internamente, mudaram os tons do acabamento, antes em tons claros, puxados para o creme, agoram predominam cores escuras, prefiro o modelo anterior. Possui bom sistema de som, o painel principal tem uma cobertura emborrachada, mas existem apliques de plástico duro, de qualidade superior aos carros básicos, mas nada de excepcional. Bancos em couro se mostraram confortáveis e o ar-condicionado automático funciona silenciosamente e capaz de esfriar o habitáculo tranquilamente.

Confuso são alguns controles do computador de bordo, aí você vai dizer: Leia o manual! Concordo, mas poderia ser mais intuitivo, o mesmo acontece com o controle do lavador do vidro traseiro que não consegui acionar até ler no manual como fazer.

O PC de bordo possui além de informações básicas as condições do óleo lubrificante e pressão dos pneus, assim evitam-se as trocas periódicas de óleo por quilometragem e as verificações semanais da calibração dos pneus.

Um detalhe interessante é o freio de estacionamento, de acionamento elétrico através de um botão no console central. Com o carro ligado e o câmbio em “P”, o automóvel solicita que você acione o pedal de freio e em seguida aperte o botão de freio de estacionamento, prático. Felizmente o carro ainda tem a chave de contato de ignição tradicional.

O acabamento interno das colunas do teto possui uma espécie de tecido que parece serem fáceis de sujar, carregando criançada por ser complicado de conseguir limpar sem estragar. O sensor crepuscular fixado ao pára-brisa deixa o chicote aparente, mancada!

O visual externo do carro é atual, apesar de achar as rodas cromadas um tanto cafonas. Chama atenção por onde passa e a versão seis cilindros tem uma dupla saída de escape na traseira que confere um visual esportivo.

Um carro interessante de guiar, melhor do que eu poderia imaginar de um SUV, mas pior que um automóvel tradicional, com a bunda mais próxima do asfalto. Com cem mil reais, compraria um Fusion V6, se fosse pra ficar na Chevrolet iria de Malibu. Mas aos alpinistas que gostam de carro alto, parece ser uma boa opção no segmento, e ainda com a opção da versão Ecotec com preço mais baixo e um também ótimo motor.

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2 comentários em “Avaliação do Captiva 2011 V6 3.0 AWD

  1. LI MUITOS COMENTÁRIOS SOBRE O ALTO CONSUMO DA CAPTIVA AWD V6, O DESEJO DE PILOTAR UM MOTOR C/ 261 CV NUM SUV TOP DE LINHA FALOU MAIS ALTO, COMPREI UMA EM MARÇO/2011, SEMANA SANTA FOMOS VIAJAR EM 3 CARROS, EU COM MEU AVIÃOZINHO, DOIS AMIGOS COM UMA ECO 2.0 E TUCSON 2.0,

    RESULTADO, RODAMOS DE SÃO PAULO A PUNTA DEL LESTE (URUGUAI), IDA E VOLTA MAIS PASSEIO POR LÁ, TOTAL DE 3750 KM. PARA MINHA SURPRESA MINHA MENINONA DA GM COM MOTORZÃO E PILOTO AUTOMÁTICO FEZ O MELHOR CONSUMO, 10,9km/LITRO, COM GASOLINA ARGENTINA FEZ 14,5km/L. É SHOW, NÃO QUERO OUTRO CARRO, TOP DOS TOP, SÓ ALEGRIA……………

    1. Olá Max,

      Você ainda está com a o V6 3.0 AWD? O que voce poderia dizer sobre o comportamento do carro? Como está o consumo agora na cidade e na estrada?

      Grato,

      Marcondes
      São Paulo / SP

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