Iron Maiden em São Paulo – parte 1

Depois de conflitos de ordem pessoal e também com minha noiva, ver o Maiden em São Paulo sempre tem um preço relativamente alto, resolvi de última assistir ao show do Maiden no estádio Morumbi, na capital paulista. Saímos de BH rumo à cidade por volta de meia-noite como faço costumeiramente, a diferença dessa vez é que fomos no Corsa do meu irmão, eu de carona. Habitualmente vou de Omega, sendo que vou dirigindo todo o trecho.

Dirigir para mim é um prazer, e por outras diversas vezes fiz o trajeto nesse horário e também na madrugada de sábado e não consigo me abater pelo desgaste da viagem, sou capaz de dirigir todo o trecho sem compartilhar com outra pessoa a direção. Com gastos controlados dessa vez, pensei em ir no Chevette, mas por ele ser apertado para os passageiros de trás, além do meu irmão, nosso amigo Eduardo também embarcou na viagem, resolvemos ir de Corsa.

O Corsa é um bom carro, no caso do modelo GL do meu irmão, o motor 1,6 litro dá conta do recado com folga, produz um bom torque em baixa rotação dispensando constantes trocas de marcha e rodando a 120 km/h o motor gira algo em torno de 3.500 RPM, bom. O espaço interno é suficiente, embora o defeito das caixas de roda dianteiras que invadem o habitáculo prejudiquem. O Ar-condicionado com problema não permitiu que os vidros fossem fechados, o barulho do vento é um fator de desgaste, a cabeça da gente fica cansada em pouco tempo.

Meu irmão dirigiu por uns 350 km quando no meio da estrada resolveu trocar e passou o volante para o Eduardo, que prosseguiu viagem por mais uns 100 km, peguei o carro já próximo de Pouso Alegre, e seguindo o pedido do meu irmão que já estava no banco traseiro, ao chegar na divisa em MG e SP deveria parar e voltar para ele o comando do pequeno Corsa.

Chegamos na capital por volta de 7:30 da manhã, ainda com tempo hábil de passar na Accioly, distribuidor Chevrolet, logo na abertura do expediente. Comprei um par de guarnições das portas dianteiras do Omega, meu irmão comprou um par de faróis e um frasco de Molykote para o Corsa. Procuramos uma padaria e tomamos um gostoso café com pão-de-queijo.

Triste foi ver várias pessoas entregues ao crack. A Accioly fica próximo à Praça da República, região que concentra muitos viciados em drogas, sobretudo o crack. Em coisa de uma hora vimos diversos “noiados” perambulando. Já tinha visto situação igual quando fui ao show do Metallica, mas é sempre uma cena chocante.

De lá corremos para o Morumbi Shopping para comprar ingressos para o show, com a decisão de última hora, achamos melhor não comprar via internet, assim evitamos cobrança de taxas. Mas o posto de venda da Livepass estava fechado, contrariando informações de que, excepcionalmente, as vendas seriam retomadas às 10 horas da manhã, e não meio-dia como de costume.

Aguardamos alguns minutos até que um camarada de São Paulo conseguiu a informação de que os ingressos estavam sendo vendidos no Morumbi, também sem a taxa de “conveniência” como seria a compra no posto da Livepass, corremos para lá.

No Morumbi, haviam muitos cambistas vendendo ingressos, os que nos abordaram cobravam ágio sempre de 20%, não por acaso o mesmo valor da taxa de “conveniência” cobrada, não só pela Livepass, mas como por todas essas empresas que vendem ingressos pela internet.

Resolvemos ir até as bilheterias e conseguimos facilmente nossos ingressos. Constatamos também que a escolha por comprar na hora foi acertada: A fila para retirada de ingressos comprados via internet estava relativamente grande, ao passo que não havia filas para compra direto no guichê.

De lá a idéia era ir para a casa do pai do Henrique e do Eduardo para dormir um pouco, mas meu irmão queria de qualquer forma conhecer a galeria do rock. Eu também sempre fazia questão de ir até lá nas minhas viagens à São Paulo, mas de uns cinco anos piorou demais! O lugar está praticamente dominado por lojas de tatuagem, piercing e roupas emo. Mas como meu irmão não conhecia, o levamos até lá, e aproveitei para comprar um presente para minha noiva.

Então a fome gritava e encontramos um boteco com um rango animal, por módicos R$13,00. Fica em uma das galerias também na 24 de maio, chama-se “Puxadinho da Galeria”. De barriga cheia, voltamos para o carro e de lá rumo ao sono merecido para um breve descanso antes do show.

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