Dia internacional do consumidor – Lamborghini destruído na China

Ontem, dia quinze de março, foi comemorado o “Dia internacional dos Direitos do Consumidor”, que segundo o Wikipedia, teve origem por um ato do presidente dos Estados Unidos, John Kennedy:

Dia internacional dos direitos do consumidor – “Celebrado anualmente em 15 de março para lembrar o ato do presidente americano John Kennedy enviou ao congresso americano uma mensagem em defesa do direito dos consumidores, o que abriu caminho para as atuais leis de proteção ao consumidor.”

No mundo do automóvel, a notícia mais chocante a respeito do dia de ontem foi a destruição na China de um Lamborghini Gallardo. O proprietário justificou estar insatisfeito com a diferença de qualidade dos serviços de pós-venda oferecido no mercado Europeu e Chinês.

Segundo o revoltado chinês, o motor começou a falhar a partida pela primeira vez ainda em novembro de 2010. O veículo foi então encaminhado de reboque para o representante da marca na cidade de Qingdao para o conserto. O problema é que além de não ter solução para o problema inicial, a carroceria e espoiler do Lamborguini foram danificados durante o transporte para o representante da marca.

Certo de que seria capaz de esclarecer sua situação, o dono da “Lambo” resolveu então entrar em contato diretamente com Sephan Winkelmann, CEO da marca desde o ano de 2005. Mas o contato foi frustrante pois ainda assim seus problemas não foram resolvidos, ele se via então ignorado pelo CEO fabricante italiano, o que mais ele poderia fazer? Dessa maneira resolveu chamar a atenção e destruir o carro em público.

Na China, um modelo similar ao destruído pode custar algo entre US$ 529.000,00 e US$ 757.000,00 dependendo da configuração escolhida. O autor do protesto justifica e diz que a Lamborghini não respeita o consumidor chinês, ignorando os seus direitos de consumidores.

Confira as chocantes imagens da destruição do bólido italiano:

 

 

Não é o primeiro caso

Destruição pública de automóveis e outros bens de consumo não é novidade. Clientes insatisfeitos já tiveram atitude parecida para chamar a atenção para o abuso de fabricantes.

O primeiro caso que me lembro é de um sujeito que depois de inúmeros problemas com um Chevrolet Corsa ateou fogo no automóvel. Outro caso clássico foi de outro consumidor que destruiu uma geladeira da marca Dako na calçada em frente a empresa que fez a venda.

 

 

A questão é que os fabricantes enrolam o consumidor com medidas paliativas até o fim do prazo de garantia, assim, podem utilizar o velho argumento de garantia vencida e deixar o consumidor com o prejuízo. Em produtos de valor maior, como um automóvel, que muitas vezes faz parte de um sonho de consumo e alcançado com muito trabalho, é pedir demais que o consumidor tenha paciência, principalmente pelo óbvio desdém das empresas.

Eu já tive meu dia de fúria

Certa vez levei o Chevette para trocar o óleo, tradicionalmente até então no mesmo local onde faço até hoje o alinhamento da direção e balanceamento de rodas – troca de óleo, nunca mais. Por algum motivo que desconheço o mecânico responsável pelo serviço com o óleo foi capaz de tirar o Chevette do ponto.

Terminado o serviço saí com o carro e logo percebi que ele estava estranho, após um ou dois quarteirões resolvi voltar e reclamar que algo de errado havia sido feito no carro. Chegando lá, todos me conhecem no lugar isso que me deixou mais enfurecido, o consultor que me atende me solta a frase: “Seu carro já estava assim.”

Preciso dizer quantos “fucks and sucks” falei pro cidadão?

Depois de muita briga ele foi comigo até um mecânico próximo para avaliar o problema, na volta até o centro automotivo corri muito e ele ficou com medo e pediu para parar, falei a ele que não faria isso para ele ver o que era normal do carro andar.

Meu carro falha

Um caso emblemático é do site Meu Carro Falha (http://www.meucarrofalha.com.br). Uma mulher comprou um Renault Mégane zero quilômetro e alega problemas – o carro não funciona. Guardado na garagem há mais de três anos, a infeliz proprietária aguarda decisão da Justiça em ação movida contra o fabricante francês.

Longos prazos de garantia não tornam o produto confiável, os fabricantes de automóvel se limitam a trocar algumas peças e enrolar o consumidor até o final da garantia para se livrar do problema. Caso o carro passe por todo o período sem apresentar anomalias, bom para os concessionários que vendem seriços muitas vezes desnecessários e por valores mais altos que os praticos em oficinas independentes.

Espalhe esta notícia, vamos ajudar ações como esta.

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