Gerenciadora de radares em BH está envolvida em corrupção

A Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia protocolou ontem no Ministério Público Estadual (MPE) um pedido para que a Prefeitura de Belo Horizonte dê explicações sobre os critérios adotados na contratação emergencial da empresa Splice Indústria, Comércio e Serviços, responsável pela instalação e manutenção dos 50 radares que fazem o controle de velocidade atualmente na capital.

A Splice aparece na reportagem divulgada pelo “Fantástico”, da Rede Globo, por sugerir contratos fraudulentos com prefeituras que adotam o sistema eletrônico de controle de velocidade no trânsito.

Nas imagens veiculadas pela emissora, um vendedor da empresa diz que são comuns as fraudes nos editais. Em troca da escolha na concorrência, a Splice oferece propina. As irregularidades mostradas na reportagem teriam acontecido em cidades de São Paulo e do Sul do país.

“Não estou acusando ninguém, mas acho que é necessária investigação diante dos novos fatos”, disse o presidente da comissão, deputado Délio Malheiros. Ele se encontrou ontem com o procurador geral do Estado, Alceu José Torres Marques. Não existe prazo para que a prefeitura dê as explicações.

Através da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), a administração informou que o contrato com a Splice foi assinado em 13 de janeiro deste ano. A empresa receberá R$ 13,8 milhões por 30 meses de contrato. A empresa havia ficado em segundo lugar na concorrência, atrás do Consórcio BH Segura. No entanto, a vencedora foi reprovada na fase de testes dos equipamentos e substituída. Atualmente, nem todos os 50 radares estão em funcionamento.

Isso porque a Splice fez a troca dos equipamentos e parte dos aparelhos está sendo aferida.
Novela. A contratação da Splice aconteceu após uma novela que começou em 2007 quando o processo licitatório foi cancelado por acúmulo de recursos.

Reiniciado em setembro de 2009, o processo se arrastou até o início deste ano, quando a prefeitura da capital e a Splice assinaram contrato. Em agosto de 2010, no entanto, com a licitação ainda em vigor, as quatro concorrentes – Consórcio BH Segura, Splice, Dataprom Equipamentos e Serviços de Informática, e Eliseu Kopp e Cia – foram contratadas em caráter de urgência devido ao fim do contrato antigo.

Dessas, só o BH Segura não foi apontada por envolvimento em esquema de propina mostrado pela Rede Globo. A reportagem de O TEMPO tentou falar com representantes da Splice, mas não foi atendida.

Fonte: Jornal O Tempo

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Um comentário em “Gerenciadora de radares em BH está envolvida em corrupção

  1. Se o contrato em BH foi assinado no dia 13 de janeiro deste ano, como tenho multas da Splice de Dezembro e Novembro?

    Como funciona a auditoria dos equipamentos? Quem diz que eles estão funcionando corretamente?

    Foi multado em situações questionantes, mas pelo que vejo nem adianta entrar com uma ação.

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