Conversão do Omega por chip

Você que gosta de automóveis, sobretudo modelos com motores de maior cilindrada e consequente maior apetite de consumo de combustível, já deve ter ouvido falar na conversão de motores movidos à gasolina à etanol, o popular alcool. Posso falar especialmente a respeito do Omega com seus motores seis cilindros, tanto o de origem alemã com 3.0 litros, tanto o conhecido motor 4.1 litros que a GM escolheu para substituir o motor original.

A mudança do combustível utilizado para alimentar um motor envolve, ou deveria envolver, ainda que de maneira básica, alteração da mistura ar combustível admitido pelos cilindros, e também a revisão da taxa de compressão. Além de tratamento de componentes que lidam diretamente com o combustível, como bomba e injetores.

O que acontece na maioria dos casos, são modificações restritas reprogramação dos parâmetros de injeção eletrônica, de forma a otimizar a queima do novo combustível.

Porém, como a mudança não é feita em todos os componentes e parâmetros como necessário, o carro passa a consumir etanol demais, uma vez que não aproveita todo seu poder como poderia. Há de se considerar também outros aspectos negativos, como a redução da vida útil de certos componentes, bem como a expressiva diminuição da autonomia, que na gasolina já não é grande coisa.

Portanto, a não ser que você rode muitos e muitos quilômetros mensalmente, mantenha seu Omega rodando na gasolina, como foi concebido pela Chevrolet, respeitando o equilíbrio entre desempenho e durabilidade. Em caso contrário, você irá conviver com os seguintes problemas:

  • Baixa autonomia;
  • Redução da vida útil do escapamento (caso seja original);
  • Necessidade de adaptação de tanquinho de gasolina para partida a frio;
  • Redução da vida útil da bomba de combustível;
  • Constante necessidade de limpeza de injetores;

Sem falar que com a tendência de os carros serem submetidos à programas de inspeção anual, como já ocorre em São Paulo, anualmente haverá a necessidade de desfazer a conversão para ser avaliado. Caso você não queira fazer isso, será necessário então alterar o documento do carro.

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9 comentários em “Conversão do Omega por chip

    1. Sim, desde que tenha em mãos o chip com o programa original da Chevrolet. Que para o 4.1 foram dois programas, o 4.1 1998 teve algumas pequenas alterações no mapa de injeção.

      1. amigo raphael,sou detetive pp,tenho um omega 4.1 ano 97 comprei no alcool e quero voltar a gasolina veio um chip nele n 1 037 357 297 seria esse? original a gasolina dele? como saber meu email=detetiveparticularpp@gmail.com

    2. É possível desfazer a alteração, principalmente quando ela é restrita ao mapeamento da injeção, nesses casos é só voltar com o chip original, que no Omega é fácil de trocar. Mas como o alcool possui água e os componentes do Omega não foram feitos para lidar com isso, é provável que pelo menos os injetores e bomba de combustível tenham a vida útil reduzida.

    1. O ponto de ignição e tempo de injeção do 98 é ligeiramente diferente e supostamente o consumo é ligeiramente melhor que os anteriores.

      Mas infelizmente, não tenho detalhes dos parâmetros dos mapas, sejam eles os 97 pra baixo quanto do 98.

      Além disso, o 98 tem um relé que desliga equipamentos elétricos depois de uma hora ligado, como rádio e luz do habitáculo interno, isso além das rodas “estrela” e os instrumentos em fonte em itálico e a iluminação verde de todo o painel.

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