O Chevette Tubarão na oficina

Foi com bastante aperto no coração que vendi o Chevette tubarão para o meu sogro. Apesar de eu saber que o carro seria bem cuidado por ele, e ainda rodaria muito menos com ele que comigo, foi difícil entregar as chaves, tanto quanto a decisão de vendê-lo.

Em parte, a decisão de vender o carro para alguém tão próximo, baseou-se na possibilidade de acompanhá-lo de perto e não perder o contato. Entusiastas por automóveis são assim mesmo, desenvolvem um sentimento quase humano pelo automóvel. Até me foi permitido dirigi-lo certa vez para matar um pouco da saudade.

O lado que pode ser perverso nisso, é justamente o efeito colateral de ter o carro próximo de você. Carros antigos apresentam defeitos, e quando isso acontece fica uma sensação de que a venda aconteceu com os problemas sob sua consciência. Os problemas não foram numerosos para um carro de 1977: Um pivô inferior que quebrou parado na garagem, uma vibração em conseqüência de um rolamento de centro da árvore de transmissão ruim, e mais recentemente a sede de uma válvula de escape danificada seriamente.

O conserto desse último defeito vai custar uma grana. O cabeçote foi encaminhado a retífica para uma geral e todas as sedes de válvulas serão ajustadas, coisa fina de ver. Mas fica uma situação sempre incômoda, apesar de meu sogro não falar nada, eu me sinto em parte responsável, mesmo que enquanto esteve comigo, o carro nunca tenha se mostrado com tal defeito. Aliás, defeitos foi o que mais corrigi nesse carro!

O comprei com a suspensão rebaixada, e logo na primeira semana foram trocadas molas de amortecedores, além de um sem-fim de buchas, articulações e pivôs. Depois a travessa do motor demonstrou o quanto havia sido judiada e apresentou uma rachadura enorme e foi substituída por uma nova, original, da GM. Sem falar em diversos reparos e demais trocas de peças que só um sujeito chato como eu troca apenas para saber quando foi a última vez que foi trocado.

Fui até a oficina para ver como estavam os trabalhos. A retífica atrasou a entrega do cabeçote, mas o Tião já trabalhou o possível no carro com a substituição das peças como em uma revisão anual. Pediu correia dentada, mangueiras superior e inferior do radiador, filtros de combustível, ar e óleo, óleo de motor, velas de ignição, juntas de cabeçote e tampa de válvulas. Fiquei feliz em ver as peças novas aguardando a montagem final.

Bloco do motor 1.4 do Tubarão
Bloco do motor 1.4 do Tubarão (foto de celular)

A boa notícia é que foi possível verificar que os pistões dos cilindros estão bem assentados e não apresentam qualquer desgaste de anéis de segmento, nada riscado nos cilindros. Os pistões, originais do motor 1.4 pelo desenho, são todos eles da marca Metal Leve e segundo a gravação encontrada nas peças, são de 1996. É provável que o motor tenha passado por uma retífica na parte inferior do motor nessa época.

Em carros mais antigos é comum colocarem peças de segunda linha, mas felizmente parece que não foi o caso, se usaram pistões Metal Leve, é provável que as demais peças tenham sido também de qualidade. Essa constatação me trouxe um pouco mais de tranqüilidade com relação ao carro que vendi para o meu sogro. Nesse instante, veio à memória algumas aventuras que passamos com o Tubarão aqui em casa, algumas até citadas aqui no blog, confiram:

Tubarão – Resumo de 30 dias

Tubarão de sapatos novos em breve!

Navegando de Tubarão

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