Propaganda política

A poluição visual trazida pela publicidade dos candidatos aos cargos eletivos do nosso país já foi pior há alguns anos, mas ainda é algo lamentável, principalmente partindo de alguns candidatos que fazem questão de ignorar que já é um fato que boa parte dos eleitores já se sentem prejudicados com certos exageros.

Das várias formas de propagandas, autorizadas ou não, as que mais irritam, sem nenhuma dúvida, são três: Cartazes, faixas e cavaletes.

Os cartazes são absolutamente inúteis como propaganda, o único papel que conseguem desempenhar bem é a poluição visual. Em locais de maior trânsito de pessoas, a disputa por espaço entre os candidatos fica clara quando vemos vários cartazes de um mesmo candidato afixados em seqüência. A sobreposição de cartazes, com excesso de cola escorrendo pelas paredes e pelo chão também é comum. Exemplo claro de falta de educação e respeito. Os cartazes sujos que mais tenho visto é do candidato Luiz Tibé.

As faixas estão raras, mas ainda existem. E quando não são faixas, existem alguns candidatos que fixam um cartaz, como os de muros citados acima, em mais alto, como um poste por exemplo. Já vi vários do tal Geraldo Félix. Nesse eu não voto de jeito nenhum.

Por fim temos os cavaletes. Nessas eleições estão sendo muito utilizados. Vejo vários deles a cada esquina, e não raramente em locais absurdos, obstruindo a visão do motorista para fazer uma simples conversão, como no cruzamento das ruas São Bartolomeu e Jacuí, no bairro Renascença. Também é comum a depredação de cavaletes nas ruas, o que eu acredito ser ação de cabos eleitorais adversários.

Conversando com o Cássio no aniversário do meu amigo Eduardo, ele participa da campanha política ativamente como designer de um candidato, ele contou da reação negativa dos eleitores em função da propaganda política através de cavaletes, sendo assim, o marketing da campanha restringiu o uso desse tipo de mídia em cidades fora da capital mineira, onde ainda não há a consciência a respeito da poluição visual.

O horário eleitoral gratuito tem sido usado para veiculação de músicas e bordões, estratégias para fixar os nomes dos candidatos na mente dos eleitores. Pouco se discute a respeito de propostas de governo, e o mais importante, como implantar certas propostas mirabolantes.

A internet serve como bom auxiliar na hora de esmiuçar a vida dos candidatos. Escolha um nome, pesquise no Google sobre o passado de cada um deles. Candidatos que emporcalham nossas cidades e nossos olhos com propagandas intrusivas e nossos ouvidos com musiquinhas e bordões manjados, não merecem votos.

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Um comentário em “Propaganda política

  1. Muito bem, Hagi. Mesmo para quem não quer pesquisar muito para escolher um candidato (deveria), excluir os sujões já é alguma coisa. Acrescento os carros que carregam cabos eleitorais que param em lugares proibidos e atrapalham todo o trânsito, como as Kombis do Anastasia aqui na Augusto de Lima com São Paulo (Centro) e um ônibus, também do Anastasia, que estacionou (!!!) na Av. Cristiano Machado às 17h do meio de semana, provocando mais de 1 Km de lentidão

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