Iron Maiden – The Final Frontier, vazou

O disco vazou, finalmente, uma semana antes da data prevista de lançamento. Não vou colocar link para download aqui, mas está nos melhores torrents do ramo! Após três audições, eis a minha opinião, faixa a faixa:

Satellite 15… Final Frontier – Mesmo que o título não deixe isso claro, na verdade são duas músicas distintas. Satellite 15 é diferente de tudo que o Maiden fez até aqui, incluindo vários efeitos no som, inclusive no som da bateria, sendo que um trecho parece ter sido gravado com uso de bumbo duplo. Na sequência entra Final Frontier, um som com um riff marcante e um refrão pegajoso, bem marcante e bom de ouvir. O problema aqui é as duas faixas serem na verdade uma só, assim fica difícil ouvir apenas a “segunda parte”. Em MP3 dá vontade de separá-las apenas por esse motivo.

El Dorado – Já conhecida de todos, pois já havia sido liberada para download de forma oficial, um ótimo riff e sessão central com um solo memorável de Adrian Smith, uma das melhores do álbum.

Mother Of Mercy – Faixa que poderia facilmente estar no “Accident of Birth” do Bruce Dickinson, sobretudo pelo riff principal e refrão, que, aliás, é bastante pegajoso. Além disso, há uns efeitos diferentes nas guitarras em certos momentos, é muito estranho ouvir esse tipo de coisa em um disco do Maiden.

Coming Home – Outra música muito próxima da carreira solo do Bruce Dickinson depois que este recrutou Adrian Smith para compor sua banda. Riff gostoso de ouvir, e cavalgado, mas sem o som rasgado das guitarras do Iron Maiden, outra música que me fez sentir falta da chancela do Harris. Mas é uma boa balada.

The Alchemist – O Iron Maiden sempre marcou por suas características clichês, e todo disco é obrigatória a presença de uma música rápida, se não estiver enganado, todos os discos do Maiden possuem no mínimo uma dessas músicas. Até hoje, gostei de todas, mas dessa vez falharam miseravelmente, muito chata. A falta de brilho lembra um pouco a “New Frontier”, do Dance of Death. Aqui se escuta a primeira dobra de guitarras do álbum, apesar do fato de estar esperando por isso até aqui, não é suficiente pra salvar a música.

Isle Of Avalon – O Maiden vem se tornando repetitivo com suas introduções longas, mas eu gosto. Mas o melhor é que conseguiram ser um pouco diferentes dessa vez. Há uma atmosfera crescente que faz o ouvinte se envolver com a música. Também é aqui que Nicko começa a mostrar trabalho de verdade. A sessão central tem um pouco de Paschendale, mas eu gosto. Solos incríveis e um sem número de mudanças de andamento, sensacional… Muito progressiva, mas eu gosto. Não consigo imaginar o motivo de um dos riffs, já mais ao final, não ter sido gravado com duas guitarras como manda a cartilha. Harris termina debulhando as cordas, ótimo.

Starblind – A introdução é Iron Maiden, depois é apresentado outro riff característico da carreira solo do Bruce Dickinson, parece até que o Roy Z está envolvido de alguma forma, e isso me emputece. A intro é bastante curta quando o riff “Bruce solo” e fica meio repetitivo. Quando começa a sessão central, a situação melhora. Nicko descola uns contra tempos bacanas e “los 3 amigos” fazem um bom trabalho. Harris meio tímido. Acho que na verdade nem ele gostou muito de alguns riffs do disco.

The Talisman – WOW, que bela intro no violão. Então a intro é cortada e entra um riff bastante rápido, ainda com uma pitada de Bruce solo. Sim, há uma dobra de guitarras para acenar aos ouvidos órfãos de coisas Maiden. Aqui também acontece de a parte central romper com o restante da música e trazer bons momentos.

The Man Who Would be King – Intro lenta mais uma vez, e com teclados falando alto. Me lembrou alguma coisa de “No More Lies”, depois fica rápido. A música em si não acrescenta nada ao disco.

When the Wind Blows – Quando li resenhas antecipadas da imprensa contando que a música começava e terminava com o som de um vento soprando, imaginei: É mesmo? Bom, é uma intro característica do Iron Maiden “pós Fear of the Dark”, e nesse caso quase uma canção de ninar, embala mesmo, gostei pra caramba, e quando fica rápida, parece um pouco de “Don’t Look to the Eyes of Stranger”. Depois de bons solos tem uma parte também bastante interessante. Tente imaginar como ela termina!

Esse disco do Maiden nasceu sob muita expectativa do público. Foi gravado no mesmo estúdio onde álbuns clássicos da década de oitenta, as artes gráficas ficaram bastante interessantes, em minha opinião, e as resenhas antecipadas, mais uma vez, falham miseravelmente. Claro, é diferente pra mim agora, depois de três audições completas, escrever com mais tranqüilidade sobre o material que ouço em detalhes e em três ambientes diferentes: Som com subwoofer em casa e no carro e agora pela última vez no fone de ouvido.

O álbum falha em, talvez, tentar soar diferente em uma banda marcada por clichês, que, embora muitos reclamem, é exatamente tudo o que os fãs mais devotados, eu incluído, esperam. Falta de maneira clara os duetos de guitarras, e os riffs característicos foram muitas vezes esquecidos, dando lugar para riffs “abafados”, muito comuns na carreira solo do Bruce. Ruim? Nem tanto, mas, não é Iron Maiden.

Em uma análise inicial, ainda com poucas audições, o que dá pra falar de imediato e sem medo de mudar de opinião no futuro é: A Matter of a Life and Death, álbum antecessor, lançado em 2006, é muito superior. Quando vazou, “AMOLAD” me arrepiou a espinha com “Longest Day” e “The Legacy”, músicas que considerei sensacionais logo na primeira audição, e isso não acontece aqui.

Nunca vou saber quem foi o responsável por essa mudança de proposta, nem mesmo se foi proposital, mas, pessoalmente não gostei nem um pouco. Espero que o Maiden entre naquelas de “voltar ao básico”, e abandonar um pouco esse esquema de intros e complexidades rítmicas. De saldo positivo, a tentativa da banda em fazer algo diferente, como em “Satellite 15” e a produção muito boa, algo que não ouvia no Maiden desde o longínquo Fear of the Dark.

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6 comentários em “Iron Maiden – The Final Frontier, vazou

  1. Li sua crítica enquanto baixo o CD. Quando baixei as duas músicas que foram disponibilizadas para download, pensei: Isso é carreira solo do Bruce e fiquei com um pouco de medo. Pelo que você escreveu, algumas das músicas estão mesmo com cara de bruce e isso me emputece[2].
    Pelo que estavam falando, achei que este cd iria me remeter aos inigualaveis “Powerslave” e “Somewhere in Time”(pra mim o melhor albúm), mas pelo visto não aconteceu.
    Vou escutar o CD e depois volto a comentar.
    Abs.

  2. Puta merda, mas que droga. Como deixam vazar o CD uma semana antes do lançamento oficial ¬¬ É pedir pra não ganhar dinheiro, no mínimo. Vou esperar meu cd chegar pra ouvir na íntegra. Eu não sei porque ficar puto tendo músicas no cd “parecidas” com a carreira solo do Bruce, afinal o ele é da banda e tem o direito e palpitar no desenvolvimento das músicas. Outra coisa, o que o Bruce toca na carreira solo é heavy metal, então qual é o problema? Quando vocês dizem que a música é mais carreira solo do bruce do que do maiden voces querem dizer que é mais bruce do que STEVE HARRIS, afinal o dono da banda é o que mais compõe as músicas e dá essa caracteristica que vcs chamam de maiden.

    1. Vc está enganado Jhonny, a carreira solo do Bruce(para mim) é heavy metal comercial, feito para vender, sim é bom, mas é influenciado. O maiden chegou a fazer isso em alguns álbuns, tipo o No Prayer, que é um álbum totalmente comercial e eu não gosto.
      Os verdadeiros fãs querem ver o que o Maiden se consagrou fazendo, o Clichê, “os duetos de guitarra e os riffs característicos” como foi citado no texto que você parece não ter lido. Coisas como The Number, Powerslave e Piece of Mind.
      Falando do CD, achei metade execelente e metade bom, parece que eles deixaram a surpresa pro final. pois achei as cinco ultimas músicas muito boas, mais perto do Maiden de verdade. Isle of Avalon, Starblind e The Talisman são as melhores pra mim. E no final, as duas músicas me lembraram muito o Powerslave e o Somewhere in Time, as duas meio temáticas e com um clima que te faz viajar!
      Discirdo com o autor do texto só em uma coisa, achei o CD melhor do que o “AMOLAD”, hehe.
      Abraços.

  3. Concordo com tudo que foi escrito e com sua crítica acertiva.
    Escutei o disco pelo menos 15 vezes (por completo).

    Eu esperava que depois de terem feito a última turnê, se inspirassem para fazer algo melhor, mais criativo, rápido e com mais paixão. Parece que nossa donzela está virando uma senhora, limitada pelo tempo e cansada. Mas somos todos fãs, gostamos deles e vamos continuar escutando. Mas esperava algo melhor. AS letras estão até que interessantes, mas as guitarras falharam, realmente parece os Discos do Bruce solo em alguns casos.
    Paciencia, quem sabe todos criticam e eles se inspirem para quem sabe um próximo.
    Abraços

  4. bom pelo meu consetimento o iron vem tentando acertar suas bolas em pinos errados, experimentando coisas que não os conveem e tentando regastar coisa do passado que é preferível que ficassem por ali mesmo, esse álbum o seu maior pecado foi sua expectativa, um erro em conjunto pra ser mais sincera, a banda deve ter se estaganado e acabou relaxando como a turnê somewhere back in time que deviam ter feito isso apenas na última turnê oficial e acabou querendo resolver esse disco em menos de um ano, a nossa sorte que eles não são músicos mediocres e conseguiram fazer algo aceitavel, e outro lado culpo veemente os fãs, por ainda ter essa ideia mediocre de esperar outro disco parecido com dos anos 80, é uma burrice aguda quem pensa assim, o iron maiden nunca mais, NUNCA MAIS vai fazer o que eles fez a trinta anos atras, pelo simples fato que isso é querer ser comercial como o Kiss tentar arrastar um fossil de sons anteriores, entenda que não é perder a essência, claro que ao ouvir a musica vc tem saber q é iron, mas tentar reviver isso coisas de 1982 em 2010? é desvalorizar os tesouros que eles fizeram e se tornar algo que não é humano,a perfeição, the final frontier, sinceramente eu esperava mais, algumas partes me interessei, porém outras como ”the alchemist” , naum faço questão d ouvir, gostei muito da última faixa e da ”isle of avalon” são música que nos fazem viajar e são bem trabalhadas, mas não posso deixar de citar que apesar de não ser um disco que entre no meus cinco melhores, a um grande esforço da banda em si em desvendar lugares desconhecidos flertando com progressivo, oq eu não sou contra em nenhuma questao, o iron que nos se referirmos não é de 1983, mas de 2010, e isso todos, os fãs e a banda precisam entender, é viajar em algum lugar no tempo, manter seus anos dourados para chegar a fronteira final de fato, e achei a capa linda!

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