Mais um furto no Omega

Depois de terem furtado do meu carro o retrovisor do lado direito, na última sexta-feira subtraíram do Omega duas calotas de centro das rodas, popularmente conhecidas como “Powertech”.

Batizadas assim em alusão ao nome comercial dos motores 2.2 e 4.1, lançados juntamente com as rodas no modelo em 1995 no modelo CD. Essa roda permaneceu de série até o modelo 1998, quando foram substituídas por outras rodas. A “Powertech” por sua vez se tornou item de série no modelo GLS, em substituíção ao modelo que foi montado nessa série de acabamento desde o lançamento do carro em 1992.

Assim como fiz no episódio do retrovisor, vou procurar no mercado as calotas originais do meu carro, vou exigir nota fiscal, tudo como manda o figurino. Já estou em contato com algumas auto-peças e concessionários negociando o melhor preço. No entanto, é provavel que não consiga nada abaixo de R$ 75,00 cada uma. Calotas paralelas, de plástico, chegam a custar mínimos R$ 7,00.

Vale mencionar ainda o fato que a GM não fornece os parafusos de fixação separadamente. No caso, será necessário comprar um jogo que inclui quatro parafusos e também a chave que permite torqueá-los.

Prejuízo total por volta de R$ 200,00.

Você pode pensar que eu gosto de ser roubado, mas o caso não é esse. Na verdade, todos sabem o maior motivo de haver furtos como esse. Peças de acabamento, sobretudo em modelos importados ou fora de linha, valem ouro em “robautos”. Em Belo Horizonte, a maioria dessas lojinhas se encontram na região da Av. Pedro II.

Existem lojinhas especializadas em retrovisores, em frisos e até em calotas de roda. Alegam que as peças vem de veículos canibalizados em ferro-velho, de quem não deixo de suspeitar da origem dos carros. Quem nunca leu na imprensa ou ficou sabendo de alguma batida policial onde foram encontrados carros roubados para desmanche?

E vejo em sites como o Mercado Livre potencial ponto de venda de itens furtados de veículos. Portanto, principalmente em itens de acabamento externo, desconfie sempre da origem de peças usadas em sites de leilões e vendas. O princípio é simples: Você pode ser a próxima vítima e ter algum item retirado do seu carro. Portanto, nunca compre peças sem procurar saber da origem, a Lei de Gérson um dia pega você como vítima.

Como em dois episódios estou com um prejuízo de R$ 600,00, vou sucumbir à insegurança e vou parar meu carro em estacionamento privado. Será mais um dinheiro que vai embora com esse propósito de resguardar o patrimônio, já que pago o seguro contra furto e colisão, mas infelizmente tem sido assim: Gasta-se mais para manter do que gastamos para adquirir mais. É incrível quantas vítimas faz a insegurança e as disparidades sociais no nosso país.

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