A Chevrolet e o Novo Classic 2011

A Chevrolet da gravata dourada continua aprontando das suas, e apresenta no mercado brasileiro um novo produto, o Classic modelo 2011. Não vou incluir aspas quando me refiro a novo, pois apenas isso não seria suficiente para destacar a manobra do fabricante.

O Classic apresentado hoje à imprensa especializada nada mais é que o antigo Corsa sedan, carro do qual sentimos saudades. Lançado ainda na década de noventa, o Corsa sedan era um veículo tão honesto em sua proposta que chegou a dividir público com seu irmão de maior porte, o Astra. É verdade, eu conheço gente que optou por um Corsa sedan GLS completinho e dispensou o Astra, sem cerimônia.

Mas, voltando ao Classic. Este é o Corsa sedan piorado e que agora recebe como novidade um visual diferente daquele que já estávamos acostumados. Mas esse novo visual, não é tão novo assim! Na verdade, o carro recebe o visual do Chevrolet Sail chinês. Como lá o veículo passou por profundas transformações e passou a ser um carro inteiramente novo, se fez a oportunidade da General Motors do Brasil fabricá-lo aqui com evidente redução no custo, já que os desenhos já existiam e não duvido que mesmo o ferramental para produção de peças estampadas por exemplo tenham sido importados da China.

Estamos comprando resto da China! O que é pior para o consumidor, comprar um carro naturalmente chinês, de onde não se espera o mínimo de controle de qualidade ou confiabilidade, ou comprar um carro que nessa mesma China já é passado? Se já não atende os chineses, porque atende o consumidor brasileiro? Aliás, o novo Sail chinês é bem melhor que o nosso Agile, vale lembrar.

Difícil acreditar que mesmo em uma crescente nas vendas a cada ano que passa, os carros escolhidos para serem vendidos no nosso país tornam-se cada vez piores. Ou totalmente ultrapassados com seus similares europeus, ou ainda projetos específicos para países em desenvolvimento, o que se traduz em carros piores em sua essência construtiva, e também em alguns casos feiosos.

Só consigo destacar um aspecto positivo no tal novo Classic: A presença dos úteis repetidores de seta nos paralamas. Porém, vale ficar atento até o dia que resolverem retirar o item e colocar uma tampa preta no lugar com algum grafismo, algo tão medíocre quanto foi feito no nosso Ford Ka, até então em sintonia com o modelo europeu.

Resta alguma esperança? Difícil dizer. A General Motors anunciou há pouco tempo investimentos na ordem de R$1,5 bilhão que supostamente serão destinados a criação de novos produtos. Mas, analisando o Chevrolet Agile, é provável que a opção seja continuar manufaturando produtos ultrapassados, ou desenvolvendo veículos inferiores para países em desenvolvimento.

Qualquer que seja a opção da General Motors Brasil, fica o temor que a gravata dourada nunca mais volte a ser azul e seus tempos de Opala, Chevette e Monza, que apesar de ficarem no mercado por muitos anos, foram lançados em sintonia com o mercado europeu e prezavam pela qualidade da marca. Círculo da Opel? Difícil, produzir modelos atuais do velho continente como Meriva, Astra, e Insígnia é muito para nós Brasileiros. Pobres brasileiros!

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