Bienal do automóvel

Estive ontem na Bienal do Automóvel, evento que acontece até o próximo domingo, dia 13 de dezembro, no ExpoMinas, em Belo Horizonte.

Lembro-me que na primeira edição do evento, também compareci e não gostei muito, e talvez por isso, a minha expectativa com relação à edição deste ano foram mais baixas. A grata surpresa foi que, dessa vez, a feira está bem legal.

No primeiro salão, logo na entrada, diversos automóveis antigos em exposição. Os obrigatórios muscle cars americanos como Dodge Dart, Ford Mustang e Maverick, marcaram presença. Inexplicavelmente, Camaro e Opala, ambos Chevrolet, não foram representados, como maneira de compensar essa ausência, um GM que nunca tinha visto ao vivo: Um Oldsmobile 442, vermelho, maravilhoso.

Também um Cadillac enorme foi exposto neste mesmo ambiente, junto com materiais com a memória da Fórmula 1 e nosso maior ídolo na categoria, Ayrton Senna. Ainda nesse primeiro salão, alguns hotrods e alguns carros de trilha e rally compunham o visual.

Descendo ao pavilhão principal, onde estão os modelos e marcas ativas no mercado, uma boa variedade de modelos, porém senti bastante a falta da Ford, estava aguardando a oportunidade de observar em detalhes o novo Focus. Também percebi que Citroen e Pegeout não prestigiaram o evento.

Entre as três mais tradicionais do nosso mercado: Chevrolet – FIAT e Volkswagen, a americana estava com o pior stand. Levando alguns modelos do Vectra “tunados”, um Vectra Elite de produção, alguns Agile, um Montana, um S10 e um Captiva, foi tudo o que se podia ver. O Corsa, ótima opção para o segmento Premium, não foi mostrado e também o Astra, que apresenta um bom custo benefício, também foi esquecido.

A FIAT levou toda a linha, como era de se esperar até pela proximidade da fábrica e inteligência comercial dos italianos, quando não tentam passar o consumidor para trás. Foi interessante conhecer o Cinquecento e Punto T-Jet. O carro conceito FCC-II está sendo mostrado desde o Salão do Automóvel de 2006 em São Paulo, já não tem qualquer graça.

A Volkswagen estava com um estande muito concorrido. Os alemães fizeram bonito e levaram toda a linha. Além do recém alterado FOX, sendo um deles com uma linda pintura na cor branca perolizada, lembram do Santana? Estiveram lá Polo, Gol e Voyage e os maravilhosos Tiguan, EOS e Passat CC. Havia também uma Kombi, não cheguei perto, até porque estava “tunada”.

Outros fabricantes onde fui bem recebido: Honda e Renault:

Na Honda tive a oportunidade de me assentar no cockpit de um Civic SI. Câmbio de seis velocidades, banco tipicamente esportivo que oferece conforto e segurança. Uma pena não ser possível dar uma volta e sentir o comportamento do carro no asfalto. Me deixaram a vontade para ver em detalhes Accord, City e FIT.

Na Renault conheci melhor Sandero, Logan e Symbol. Sandero e Logan, apesar de serem projetos para mercados emergentes, mostram o quanto são melhores em espaço interno. Quando tentei me acomodar no banco traseiro do Symbol, que na verdade é praticamente um face-lift do Clio sedan, bati a minha cabeça na entrada da porta, e uma vez lá dentro, fiquei com a cabeça encostada no teto. Além disso, o câmbio dos Franceses não me pareceu legal, preciso fazer um test-drive.

A KIA mostrou alguns modelos, entre eles o interessante Cerato, um belo sedan. Fiquei perto do modelo conversando com meus amigos, e citei a pior característica do carro, que é a importação apenas do modelo com motorização 1.6. Fomos então abordados por um vendedor, que disse que isso é compensado pelo desenho aerodinâmico do carro… OK.

Os chineses da Chery compareceram, mostraram o jipinho Tiggo e um sedan que não será importado antes do segundo semestre e não me lembro o nome. O Tiggo vem completo e tem o preço prometido na casa de R$45.000,00. Todos que estiveram perto do carro enquanto estava por lá, ficaram empolgados com o preço. Um jipe de motor 2.0, câmbio automático e todas as firulas por este preço, realmente tentador. Mas, se eu já tenho uma certa resistência com carros italianos, franceses e qualquer um nascido fora de Alemanha e E.U.A, Chinês então eu fico muito desconfiado, resta aguardar.

Destaque também para os estandes da três alemãs: Mercedes-Benz, BMW e Audi.

Mais ao final do pavilhão, mais uma exposição de antigos, incluindo Cadillacs, Alfas, Ferraris, Chevrolets, um colírio para os olhos. As linhas de um Corvette Stingray 1963 conseguiram me paralisar por alguns segundos, uma verdadeira obra de arte. Também nessa área da feira, haviam um ou dois estandes de importadores, e fui seduzido também pelas linhas, agora modernas, de dois Camaros, um SS e outro RS. Sensacional para dizer o mínimo.

Conferi em seguida uma apresentação de manobras do pessoal do piloto Carlos Cunha. Achei um tanto perigoso o local onde foram executadas as manobras, com o público muito próximo dos carros. Eu mesmo fiquei bem distante, propositalmente, é claro.

A Bienal do Automóvel desse ano está MUITO legal, vale a pena conferir. Os ingressos estão um pouco salgados, custam R$25,00 e há meia-entrada para estudantes. O estacionamento também é salgadinho: R$15,00. Mas considerando que fiquei lá dentro umas cinco horas, dá pra relevar. Levando dois ou três amigos, fica bem barato na hora de pagar.

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2 comentários em “Bienal do automóvel

  1. To querendo ir la domingo – último dia, provavelmente vai estar lotado – mas acho que nao posso perder a oportunidade! quero ver os antigos! 🙂
    Abrazz!

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