Obrigado, Sorín!

Sempre comentei com amigos que o Romário deveria ter se aposentado ao final da Copa do Mundo de 1994. Se ele tivesse feito isso, ainda no auge de sua carreira, certamente teríamos na memória toda a brilhante carreira do atacante até então. Apesar de sua conduta questionável fora dos gramados, Romário foi, sem dúvida nenhuma, um dos maiores atacantes da história do futebol.

E nessa semana recebemos a notícia que Sorín, lateral argentino que é idolatrado pela torcida celeste, e me incluo na fila, resolveu encerrar a sua carreira de jogador de futebol. Um lateral diferenciado, que se destacou durante sua carreira pela habilidade em fazer gols, bem como pelo grande empenho com que disputou todos os jogos que tive oportunidade de assistir. Tanto pelo Cruzeiro, bem como pela Seleção Argentina.
Quando comparamos dois importantes jogares como Romário e Sorín, que foram referência nos times dos quais fizeram parte, fica um pouco mais fácil, pelo menos pra mim, entender a decisão desse jogador, que é o maior ídolo de nossa história recente.

Sorín marcou história no Cruzeiro pela determinação em campo, e ao que pudemos acompanhar através da imprensa desde o seu retorno ao clube, ano passado, as contusões prejudicam o jogador com bastante freqüência. Isso se faz evidente quando ele, finalmente, teve oportunidade no ano passado e tão rapidamente se contundiu novamente. Um claro sinal de que, mesmo com aceitáveis 33 anos, o jogador talvez não esteja mesmo em condições de jogar futebol.
Em um primeiro momento, cheguei a pensar várias coisas negativas, como por exemplo, pensar na possibilidade do nosso treinador, Adilson Batista, por algum motivo pessoal não escalar o argentino. Mas depois de ir até a porta da casa de Sorín e ver os depoimentos dele, frente a frente com a torcida, abandonei essas idéias.

E apesar de finalmente aceitar a idéia que Sorín vai mesmo deixar os gramados, confesso que fico ainda mais orgulhoso de saber que este jogador vestiu a camisa celeste. E vou tentar explicar isso:

O respeito demonstrado por Sorin à torcida e ao clube, é algo que não presenciei no futebol até hoje, tenho trinta anos de idade. Quando ele diz que, apesar de lamentar a decisão, prefere manter a memória de um jogador pujante e essa história de carinho com seu nome, não há como negar que, na verdade, Sorín está sendo sábio ao encerrar neste momento sua carreira, algo que talvez o Romário deveria ter feito.

Estamos diante de um jogador que ainda demonstra amor à camisa, que prefere anunciar sua aposentadoria, quando poderia simplesmente manter seu vínculo com o clube durante mais dezoito meses a troca do seu salário. Um cidadão de opinião formada, e caráter que acredito ser inquestionável.

Nos resta torcer, mas não pela volta de Sorín aos gramados, mas sim para que este ícone celeste aceite o convite a fazer parte da Diretoria do Cruzeiro, e quem sabe um dia, se torne até nosso presidente. Tenho certeza que se Sorín conseguir transmitir este espírito guerreiro que marcou sua carreira aos jogadores que estiverem debaixo de sua posição no clube, poderemos ter outros ídolos, outros jogadores com um perfil diferente do que temos hoje no elenco.

É tudo o que posso pedir a Sorín, e como faço isso com a mesma gratidão sinceridade que ele demonstra sempre que fala do Cruzeiro e da nossa torcida, tenho certeza que, cedo ou tarde, nosso guerreiro voltará ao dia-a-dia do clube, defendendo de forma digna, os ideais e a história do Cruzeiro, o maior clube de Minas Gerais.

Terminando como comecei: Obrigado, Sorín.

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