Navegando de Chevette Tubarão

Incrível a chuva em Belo Horizonte no domingo do dia 23 de dezembro. Estava na casa da minha avó paterna comemorando o Natal perto dela. Estava no Chevette tubarão com minha mãe, minha namorada, meu irmão e a namorada dele. E meu pai estava de moto.

Quando resolvemos voltar para casa, um pouco antes de escurecer, a chuva começou a cair vagarosamente, e parecia mesmo que seria apenas um chuvisco de fim de tarde. Minha avó mora na região de Venda Nova, e chegando ali na Avenida do Vilarinho, a chuva apertou muito. Muito mesmo!

As águas já formavam pequenos rios nas ruas, e muitos carros já começavam a encostar em postos de gasolina, pois não são todos os motoristas que apreciam dirigir na chuva. Como esse não é o meu caso, resolvi seguir caminho ao contrário do que pediam minha mãe e minha namorada.

Passando pela Avenida Pedro I, o percurso foi relativamente tranquilo, apesar da chuva ser muito pesada e tanto o desembaçador quanto os limpadores não estarem dando conta do recado, mesmo em velocidade máxima.

Aqui vale um parágrafo: Não sei quem inventou o tal de ligar pisca-alerta em dias de chuva forte. Isso confunde demais, dá a impressão que o carro está quebrado e parado na rua. Portanto, se seu carro estiver normal: NÃO LIGUE O PISCA-ALERTA.

Quando chegamos na barragem da Pampulha, havia uma enorme poça de água. Reduzi a velocidade, engatei segunda marcha e subi o giro do motor 1.4 do Chevette. Rezei e pensei: Vamo lá Chevettão. O carro venceu as águas com bravura, chegando na parte que não estava alagada, já vi alguns carros novos parados: Um Fiesta e um Vectra. Sorri, e segui. Fazer o que? Um carrinho de trinta anos mais corajoso que os novos?

Depois da barragem, sinalizei à direita para prosseguir pela orla da lagoa, impossível. Muita água e vários carros parados. Peguei uma rua perpendicular e subi, contra a correnteza, sempre com o giro do motor alto. Contornei toda a lagoa por ruas paralelas para fugir do alagamento e desci novamente próximo ao Mineirinho, onde a situação já estava melhor.

Chegando em casa, próximo à igreja de Dom Orione, a situação estava crítica. Muita água no local. Mais uma vez reduzi o carro, mas dessa vez joguei uma primeira, subi o giro e fui devagar fazendo o controle na embragem que nessa altura já estava enxarcada. Nessa o carro quase apagou, chegou a acender a luz de bateria… andei coisa de duzentos metros com a água acima do nível do assoalho do carro. Mais uma vez o tubarão não fez feio, e saiu da água. Dessa vez falhando, ratiando… mas saiu, bravamente.

O texto serve para demonstrar que apesar de todas as críticas sobre o Chevette ser um carro ruim em tempos de chuva, acredito que mesmo com a posição ruim do distribuidor que contribui para os apagões do motor, o que conta realmente conta é a habilidade do motorista. Depois desse episódio tive a certeza que esse tubarão comprado há aproximadamente cinquenta dias possui o pedigree necessário para ingressar na família. 🙂

Cheguei em casa comemorando com meu pai que foi seguindo de moto, fiquei igual criança. 🙂

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2 comentários em “Navegando de Chevette Tubarão

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