Trigésimo Natal

Mais um Natal, o trigésimo acompanho desde a minha chegada à este mundo. Nenhuma novidade sobre os acontecimentos gerais da data, nenhuma novidade também nas matérias abordadas pela imprensa. Mais do mesmo. De bom mesmo, o retorno de Schummy à F1.

No entanto, este texto serve apenas para desejar que todos tenham um Feliz Natal, independente de gostarem ou não. Aproveitem este momento em família de maneira saudável, e apenas isso.

Caminhão IVECO em testes por BH

Mais uma vez, totalmente por acaso, encontro um veículo do grupo FIAT em testes nas ruas de Belo Horizonte. Dessa vez, é um caminhão leve, do porte do HR da Hyundai. Aliás, isso foi o mais interessante do flagra. O caminhão IVECO estava sendo acompanhado por um HR do fabricante asiático.

Não que seja incomum, imagino que estejam pegando o modelo da Hyundai como benchmark e fazendo comparações entre o vindouro modelo e outro que já está no mercado. Mas achei muita cara de pau, a IVECO adesivar o HR como se este fosse um caminhão segredo.

Chegando em casa, além de descarregar as fotos e os vídeos para editar e publicar, acessei o site da IVECO na Itália e não encontrei algum modelo que fosse parecido. É um caminhão mesmo, com chassis e carroceria separados, nem de perto lembram os furgões já comercializados pela marca no país. Quem souber de alguma coisa, podem entrar em contato pelos comentários.

Fiquem com as fotos e como o vídeo que publiquei no Youtube.

Clique aqui para assistir ao vídeo no Youtube!

UPDATE: Trocando alguns e-mails com o Marlos, do blog AutosSegredos, recebi diversas informações a respeito do caminhão IVECO flagrado. Trata-se de modelos chineses, clique aqui para ver também no AutosSegredos. Estes veículos serão produzidos no país pela IVECO em Sete Lagoas. Essa produção “gêmea” é possível devido à uma joint-venture da IVECO na China, a Naveco, que produz lá o modelo visto em Beagá:

Naveco

Naveco

Obrigado, Marlos, pelas informações!

Quando a tecnologia pode irritar

Existem diversos exemplos de tecnologias aplicadas de forma incorreta, e existem também exemplos de uma mesma tecnologia que funciona em determinada aplicação ou local, e fracassa em outra. Nos dois tipos de usos incorretos de tecnologia, um comportamento em comum: A insistência em colocar isso garganta abaixo do cliente ou usuário.

O primeiro exemplo que vou ilustrar aqui são os pontos de auto-atendimento da VIVO, operadora de telefonia celular. Aqui em Minas Gerais, a VIVO comprou a TELEMIG CELULAR, tradicional operadora que perdeu a guerra contra TIM e OI. Eu fui um dos poucos clientes que resistiram à ofertas de aparelhos e minutos, em troca de um bom atendimento ao cliente, e ausência de problemas tão comuns nas concorrentes.

Para chegar ao problema da VIVO, vamos falar um pouco de um problema meu: A memória horrorosa. Eu não consigo pagar as contas em dia, sempre deixo passar um dia, dois dias, às vezes o telefone chega a ser cortado até que eu me lembre que tenho de pagar.

Pois bem, feito esse parágrafo, vamos voltar ao problema da VIVO. Sempre que eu me esquecia de um pagamento, acessava o ágil site da TELEMIG CELULAR, conseguia o código de barras e fazia o pagamento. Eis que a VIVO fez a compra da operadora mineira, e começaram os problemas.

O site da VIVO para Minas Gerais é lento, tão lento que já desisti de usá-lo. Foi quando tentei ir até a loja da VIVO na praça da Savassi para efetuar o pagamento. Quando cheguei, vi que haviam terminais de auto-atendimento, corri até um deles para resolver o meu problema, achei que seria fácil, porém… O tal terminal tela sensível ao toque,  até aí, nenhum problema. Mas acontece que a sensibilidade é horrorosa, demorou até encontrar o macete de utilizar a unha para digitar. Então, você cliente, é obrigado a se sentir um imbecil por não conseguir digitar de maneira ágil o DDD, número de telefone e CPF.

É quando a tecnologia atrapalha, porque não pode haver ali um mísero teclado numérico, tradicional, sem firulas, eficiente? Eu só quero pagar minha conta! E olha, já estive em agências do banco ITAÚ para utilizar os caixas eletrônicos, e sei que o problema não é da tecnologia de telas sensíveis ao toque, o problema é mesmo com os terminais da VIVO.

Além desse enorme e inconveniente problema, o tempo de resposta do sistema é pífio. Muito provavelmente baseado em web, os terminais da VIVO só podem estar conectados a um modem 28.800 kbp/s, e se estão utilizando a rede 3G da operadora, é motivo de piada.

Você chega ao terminal e se depara com a mensagem “clique na tela para iniciar o atendimento”, você clica e… NADA. Leva alguns segundos até que as opções sejam exibidas no monitor. Depois, você clica em uma opção, como no meu caso, “pós-pago”, demora novamente! Porque isso?

Então quando você, finalmente, começa a digitar os dados do telefone, pela terceira vez consecutiva sou abordado por uma atendente da VIVO, que me faz a pergunta cretina: O Sr. sabe utilizar o termina de auto-atendimento? Respondo que sim, então o atendente me informa que pagamentos de conta não podem ser realizados ali, apenas impressão de segunda via para pagamento em bancos ou casas lotéricas.

Meu Deus, eu pergunto: Porque diabos a opção de pagamento de conta continua sendo exibida neste terminal?

Estaria a VIVO sentindo prazer em fazer seus clientes se sentirem idiotas, gastanto tempo e digitais utilizando um terminal de auto-atendimento mais irritante e lento que trânsito de véspera de feriado? Será que antes de estes terminais serem instalados em lojas, foram testados e aprovados?

Porque a sensibilidade ao toque é ridícula?
Porque as respostas após cada clique precisam demorar tanto?

Não consigo compreender como algo tão simples, precisa se tornar algo tão complicado.

Call of Duty 2 no Rio de Janeiro

Não é a primeira vez, e provavelmente não é a última, que o Rio de Janeiro serve de cenário para jogos de combate. Quem não se lembra do cenário de uma favela na cidade em Counter Strike, mesmo com toda a perspectiva ruim, foi um sucesso, muitos jogam até hoje. Vejam matéria publicada pelo portal G1, da Globo: http://migre.me/efmu

As pessoas são incapazes de entender que os jogos não tem qualquer compromisso em relatar a realidade de ações policiais, é isso que irrita. É mais uma vez a irritantante manobra de se posicionar no papel de vítima.

Mais uma vez, Call of Duty não tem o objetivo de retratar realidades, é um jogo de tiro em primeira pessoa que precisa acontecer em algum local, ninguém sai por aí atirando em um buraco negro. Haver uma fase em um favela carioca não desclassifica a cidade em coisa alguma.

Vamos nos preocupar mais em efetivamente mudar essa imagem? Vamos evitar episódios como bandidos que fecham avenidas para assaltar os cidadãos. Aliás, como é que se abate um helicóptero? Será que realmente armas de grande poder de destruição não existem nos morros como diz a advogada da matéria?

Devemos para de chatear por causa de vídeo games ou essa possível imagem ruim do país no exterior, e começar a efetivamente mudar, arrumar a casa, só assim nosso país poderá conquistar uma imagem melhor. Ficar só nesse chororô não vai levar a nada.

Patrimônio público

Nós, brasileiros, temos a péssima mania de não respeitar as regras. Eu, com toda minha ignorância, não tenho como tentar encontrar a razão desse comportamento típico comum à todos nós, mas observo que muitas pessoas ultrapassam também o bom senso.

Acompanhado de minha namorada, estive na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, para visitar este que é um dos pontos turísticos mais procurados da cidade. Além de este local ter um significado especial para nós dois, na época do Natal a praça recebe sempre uma decoração especial. Estes dois motivos nos fazem visitar o local nessa época.

Não lembro se nos anos anteriores visitamos a Praça em horários menos concorridos, ou se a ausência da tal árvore flutuante, que já estava virando tradição na Lagoa da Pampulha, causou uma super lotação na Praça da Liberdade. Fato é que as pessoas simplesmente ignoraram as placas de “Não pise na grama” (SIC), tudo para tirar fotografias com alguns bonecos do Papai Noel entre outras figuras de Natal.

A Praça da Liberdade tem como principal fator de beleza, os belos jardins, todos eles exibindo um extenso tapete verde de grama, realmente uma maravilha, gosto muito. E, além das placas pedindo que a grama não seja pisada, há também uma espécie de cerca viva, feita com algumas plantas de pequeno porte que circundam os jardins. Mas esta cerca também foi ignorada, e também estragada por todos aqueles que, digamos, fazem tudo por uma boa foto.

Eu poderia até perdoar, se fossem apenas crianças querendo uma foto com o bom velhinho, apesar de ainda achar que caberia aos pais orientar os pequenos a não invadir os jardins, enfim. O caso é que meninas velhas, de vinte e trinta anos, eram as que mais faziam esse estrago nos jardins da praça. Imperdoável.

Senti falta da Guarda Municipal de Belo Horizonte, que supostamente existe para proteger o patrimônio. A Polícia Militar também não estava no local, ao invés disso, tentava organizar o caótico trânsito no entorno, pois todos os semáforos da região estavam fora de funcionamento.

Se os cidadãos não estão preparados para aproveitar respeitosamente um espaço público, preservando e cuidando do local, é necessário a presença de policiais, guardas ou no mínimo monitores para orientar as pessoas, já que essa consciência não veio do berço, nem da escola.

Particularmente, me sinto muito incomodado com essas coisas, até cheguei a ficar nervoso em alguns momentos, fazendo comentários em voz alta, a fim de tentar mostrar para aqueles que estavam danificando os jardins que aquilo estava errado. Mas eu já sabia que não ia funcionar, fiz mais para externar minha revolta.

No mais, espero que os estragos não continuem, e que os órgãos competentes da cidade sejam alertados e tomem providências. Não gostei da atitude da Prefeitura de Belo Horizonte, que proibiu que eventos sejam realizados na Praça da Estação, outro ponto tradicional de Beagá. A justificativa foi a preservação do patrimônio.

A continuar dessa maneira, em pouco tempo não teremos opções na cidade. É necessário educar os cidadãos, e punir aqueles que insistirem na depredação do patrimônio público. Proibir eventos, é a manobra mais fácil para os incapazes de punir os maus cidadãos.

Bienal do automóvel

Estive ontem na Bienal do Automóvel, evento que acontece até o próximo domingo, dia 13 de dezembro, no ExpoMinas, em Belo Horizonte.

Lembro-me que na primeira edição do evento, também compareci e não gostei muito, e talvez por isso, a minha expectativa com relação à edição deste ano foram mais baixas. A grata surpresa foi que, dessa vez, a feira está bem legal.

No primeiro salão, logo na entrada, diversos automóveis antigos em exposição. Os obrigatórios muscle cars americanos como Dodge Dart, Ford Mustang e Maverick, marcaram presença. Inexplicavelmente, Camaro e Opala, ambos Chevrolet, não foram representados, como maneira de compensar essa ausência, um GM que nunca tinha visto ao vivo: Um Oldsmobile 442, vermelho, maravilhoso.

Também um Cadillac enorme foi exposto neste mesmo ambiente, junto com materiais com a memória da Fórmula 1 e nosso maior ídolo na categoria, Ayrton Senna. Ainda nesse primeiro salão, alguns hotrods e alguns carros de trilha e rally compunham o visual.

Descendo ao pavilhão principal, onde estão os modelos e marcas ativas no mercado, uma boa variedade de modelos, porém senti bastante a falta da Ford, estava aguardando a oportunidade de observar em detalhes o novo Focus. Também percebi que Citroen e Pegeout não prestigiaram o evento.

Entre as três mais tradicionais do nosso mercado: Chevrolet – FIAT e Volkswagen, a americana estava com o pior stand. Levando alguns modelos do Vectra “tunados”, um Vectra Elite de produção, alguns Agile, um Montana, um S10 e um Captiva, foi tudo o que se podia ver. O Corsa, ótima opção para o segmento Premium, não foi mostrado e também o Astra, que apresenta um bom custo benefício, também foi esquecido.

A FIAT levou toda a linha, como era de se esperar até pela proximidade da fábrica e inteligência comercial dos italianos, quando não tentam passar o consumidor para trás. Foi interessante conhecer o Cinquecento e Punto T-Jet. O carro conceito FCC-II está sendo mostrado desde o Salão do Automóvel de 2006 em São Paulo, já não tem qualquer graça.

A Volkswagen estava com um estande muito concorrido. Os alemães fizeram bonito e levaram toda a linha. Além do recém alterado FOX, sendo um deles com uma linda pintura na cor branca perolizada, lembram do Santana? Estiveram lá Polo, Gol e Voyage e os maravilhosos Tiguan, EOS e Passat CC. Havia também uma Kombi, não cheguei perto, até porque estava “tunada”.

Outros fabricantes onde fui bem recebido: Honda e Renault:

Na Honda tive a oportunidade de me assentar no cockpit de um Civic SI. Câmbio de seis velocidades, banco tipicamente esportivo que oferece conforto e segurança. Uma pena não ser possível dar uma volta e sentir o comportamento do carro no asfalto. Me deixaram a vontade para ver em detalhes Accord, City e FIT.

Na Renault conheci melhor Sandero, Logan e Symbol. Sandero e Logan, apesar de serem projetos para mercados emergentes, mostram o quanto são melhores em espaço interno. Quando tentei me acomodar no banco traseiro do Symbol, que na verdade é praticamente um face-lift do Clio sedan, bati a minha cabeça na entrada da porta, e uma vez lá dentro, fiquei com a cabeça encostada no teto. Além disso, o câmbio dos Franceses não me pareceu legal, preciso fazer um test-drive.

A KIA mostrou alguns modelos, entre eles o interessante Cerato, um belo sedan. Fiquei perto do modelo conversando com meus amigos, e citei a pior característica do carro, que é a importação apenas do modelo com motorização 1.6. Fomos então abordados por um vendedor, que disse que isso é compensado pelo desenho aerodinâmico do carro… OK.

Os chineses da Chery compareceram, mostraram o jipinho Tiggo e um sedan que não será importado antes do segundo semestre e não me lembro o nome. O Tiggo vem completo e tem o preço prometido na casa de R$45.000,00. Todos que estiveram perto do carro enquanto estava por lá, ficaram empolgados com o preço. Um jipe de motor 2.0, câmbio automático e todas as firulas por este preço, realmente tentador. Mas, se eu já tenho uma certa resistência com carros italianos, franceses e qualquer um nascido fora de Alemanha e E.U.A, Chinês então eu fico muito desconfiado, resta aguardar.

Destaque também para os estandes da três alemãs: Mercedes-Benz, BMW e Audi.

Mais ao final do pavilhão, mais uma exposição de antigos, incluindo Cadillacs, Alfas, Ferraris, Chevrolets, um colírio para os olhos. As linhas de um Corvette Stingray 1963 conseguiram me paralisar por alguns segundos, uma verdadeira obra de arte. Também nessa área da feira, haviam um ou dois estandes de importadores, e fui seduzido também pelas linhas, agora modernas, de dois Camaros, um SS e outro RS. Sensacional para dizer o mínimo.

Conferi em seguida uma apresentação de manobras do pessoal do piloto Carlos Cunha. Achei um tanto perigoso o local onde foram executadas as manobras, com o público muito próximo dos carros. Eu mesmo fiquei bem distante, propositalmente, é claro.

A Bienal do Automóvel desse ano está MUITO legal, vale a pena conferir. Os ingressos estão um pouco salgados, custam R$25,00 e há meia-entrada para estudantes. O estacionamento também é salgadinho: R$15,00. Mas considerando que fiquei lá dentro umas cinco horas, dá pra relevar. Levando dois ou três amigos, fica bem barato na hora de pagar.

Flagra do FIAT 327

A vida é um caixinha de surpresas, como diria Joseph Climber (http://www.youtube.com/watch?v=h5DjjZipafA).

Hoje, duas anormalidades no trânsito: Estava no carro sem a minha câmera fotográfica. Encontrei um Fiat 327 (novo Uno) passeando vagarosamente e com vidros abertos na av. do Contorno.

Como estava sem minha câmera, não consegui fotografar melhor. Se estivesse talvez até conseguiria uma imagem do painel, que estava todo a mostra pois o descuidado motorista trafegava com os vidros abertos. Foi interessante também o fato que a camuflagem do modelo, na proximidade das lanternas que realmente ficarão na coluna, estava um pouco gasta e ficou perceptível que ela irá invadir a lateral.

Voltando ao início, estava vindo pela rua Gonçalves Dias, e quando parei na esquina para aguardar a chance de entrar na av do Contorno, já percebi que o 327 vinha em minha direção. Meu Omega CD todo fechado e com o ar-condicionado ligado, não demonstra que o motorista é um interessado em fotografar um carro segredo. Fui devagar, na faixa da direita, e aguardei a aproximação do modelo.

Alguns metros adiante, um semáforo bloqueou o trânsito e nesse momento, já com o vidro do motorista aberto, olhei o interior do novo FIAT. Deu para perceber que o volante é o mesmo que a FIAT empregou no conceito FCC II, e acredito que será diferente do carro que será vendido, pois este possui até controles de rádio no volante.

O painel de instrumentos possui uma iluminação branca, bem clara, e o velocímetro é grande e está posicionado ao centro do painel de instrumentos, de fora do carro, não consegui perceber se há tacômetro. No semáforo seguinte, quando me posicionei à esquerda do 327, o motorista já estava bravo comigo e fechou parcialmente o vidro, muito escurecido por película.

Mas consegui perceber também que o painel parece ter detalhes em “black piano”, assim como a versão mais básica do Chevrolet Agile. Os retrovisores são bem grandes e tem controle interno.

Aparentemente, o modelo já é uma versão bem adiantada do projeto. As rodas e pneus são em medida popular, talvez de aro 13. E o mais interessante é que, ao contrário de fotografias anteriores, faróis e as lanternas traseiras não passavam a impressão estarem adaptadas, pareciam ser do modelo e com a camuflagem sendo feita apenas por fitas adesivas, nada saltando para fora do carro como já temos visto na internet.

Gozado foi que o motorista ficou me encarando feio em semáforos seguintes onde fiquei observando o carro. Eventualmente ele baixava o vidro em meia altura e ficava olhando como quem diz: “Tá olhando o que, Mané?”. Quando chegamos na av. do Contorno na altura do ribeirão Arrudas, o motorista fez uma conversão proibida, próximo ao Jair Óleos. Eu malandro, já sabia que ele faria isso para me distrair, pois provavelmente ele estava seguindo em direção à FIAT, mas não foi suficiente.

Realmente foi uma pena eu não estar com a minha câmera fotográfica, se estivesse talvez eu conseguisse uma ou duas fotos melhores do interior do carro. Fiquem então apenas com essa externa, foto feita com meu celular, quando estávamos parados no semáforo da av. Contorno com av. Augusto de Lima.

FIAT 327, novo Uno

BHTrans impedida de multar

Trecho retirado do site do jornal “Hoje em Dia”:

(…) A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta terça-feira (10) por unanimidade que a Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) não pode multar no trânsito da capital. Com a decisão, 2,8 milhões de infrações dadas nos últimos cinco anos pelos agentes da empresa poderão ser canceladas. (…)

Conheço diversas pessoas que comemoraram a proibição, mas há o que pensar a respeito do assunto. Afinal, os motoristas de Belo Horizonte comemoram o que? Seria a BHTrans apenas uma empresa visando o lucro através de multas, ou o motorista é realmente mal educado?

Quem conhece o trânsito da capital de Minas Gerais sabe: Aqui estão os piores motoristas do Brasil. Aliado ao péssimo comportamento dos cidadãos no trânsito, está a precariedade da cidade com suas ruas muitas vezes estreitas, um transporte público horroroso e semáforos muitas vezes injustificáveis.

Acredito que todos os que comemoraram a decisão do STF, fundamentada em um argumento incontestável, diga-se de passagem, estão realmente comemorando a completa anarquia na qual o trânsito de Belo Horizonte vai se encontrar. Isso porque a Polícia Militar, única instituição com legalidade para multar as motoristas no mínimo até o final do ano, não possui um contingente capaz de fiscalizar de maneira eficiente.

O resultado, já posso prever: Fechamento de cruzamentos, parada em fila dupla, regulamentação de estacionamento e parada sendo ignorada, motoristas ignorando a importância do uso do cinto de segurança, falando ao celular ao mesmo tempo que dirige, e por aí vai. Tudo isso, farão na certeza que a punição não chegará.

Já fui multado e tive meu veículo rebocado pela BHTrans. Estacionei meu carro em frente uma porta de garagem. O fiz sem intenção, posso garantir. Naquele dia, estava com a cabeça ocupada com outro problema, muito sério inclusive. Mas, como diria o Arnaldo César Coelho: A regra é clara! Não procurei me isentar de culpa em momento algum, fizeram a autuação e rebocaram o carro, com razão.

Quando procurei o pátio da empresa para retirar o meu carro, ouvi vários discursos onde o objetivo era um só: Se eximir de culpa. Inclusive um carro que não pagava impostos há dois anos, e só poderia ser retirado mediante a regularização da documentação.

Infelizmente, enquanto somente a PM cuidar de multar os maus motoristas, vamos conviver com diversos problemas já citados no meu texto. Meu temor é apenas que o trânsito fique ainda pior, nos aproximando da pior época do ano no trânsito, o mês de dezembro.

Saliento que não tenho o objetivo de defender a BHTrans, mas acho que está sendo comemorado é a ausência de fiscalização, e não o suposto beneficiamento de uma empresa que tem capital privado com relação à arrecadação de multas. É bom ficar atento e pensar melhor a respeito.

Geysa da Uniban

É isso aí, pessoal. A Geysa, estudante de Turismo da faculdade Uniban, antes uma icógnita na multidão, virou assunto nacional. Como já aconteceu diversas vezes, a suposta desgraça na vida de uma pessoa trás tantos holofotes, que a coisa se inverte. Especificamente sobre este caso por ser um escândalo digamos, feminino, a memória me fez lembrar o caso da Fogueteira do Maracanã, lembram?

Sobre o ocorrido em si, parece ser um daqueles casos onde ninguém tem razão:

A moça poderia ter evitado aquele vestido na faculdade, porque não utilizá-lo em uma ocasião mais apropriada. Em um ambiente de faculdade, nunca estive em uma como estudante, é facilmente perceptível o clima de descontração, onde o que vale é mesmo sacanear o outro. Assim sendo, se uma mulher vai com um vestido muito curto, vai virar motivo de deboche mesmo, em grupo então a coisa foge ao controle.

Quando vemos os vídeos de dentro da faculdade, enquanto a moça era retirada da faculdade, fica claro que os estudantes pareciam mesmo hooligans. Quase um linchamento público. Porque todos aqueles estudantes não se mobilizam da mesma forma para fazer o bem, ou reivindicar alguma coisa que realmente valha à pena?

O ambiente acadêmico muitas vezes não é sério, e esse caso exemplifica bem.

Ministro defende impostos para antigos

Generalização é quase sempre um problema. Hoje recebi a notícia que um Ministro do governo defende aumento de impostos para veículos velhos, disse o Ministro:

“Outra coisa que vou me atrever a falar: é preciso ter impostos maiores para veículos mais velhos. O País é um dos únicos do mundo que, quanto mais velho o carro, menos você paga imposto”, disse o ministro. “Como temos esse problema de ser o País que protege os coitadinhos, ficamos com esse tipo de política populista e demagógica que no fundo faz atrasar o País.”

Gostaria muito que o mesmo discurso fosse usado para situações idiotas como cotas para ingresso em faculdades, empregos e educação para todos ao invés de bolsa família, porque o termo “política populista e demagógica” não se aplica aos carros? Porque o objetivo aqui é aumentar arrecadação, é só isso.

Mais uma vez, o Brasil quer repetir à maneira que lhe convém, exemplos de países desenvolvidos. É fato, Sr. Ministro, que a Europa possui impostos sobre carros antigos, bem como incentivam a compra de carros novos.

Acontece, que lá existe fiscalização que impede que veículos de qualquer porte trafeguem em condições precárias de manutenção. As estradas não estão sobrecarregadas com caminhões pois existe transporte ferroviário, coisas que o lobby não permite no nosso país.

Antes de começar a babaquice de caça aos carros velhos, vamos nos preocupar em implantar um sistema de inspeção veicular que tire das ruas carros sem condições de circulação, e que não precisam ser “velhos” para estarem inaptos a circular. Conheço carros com menos de dez anos de uso muito piores que meu Chevette, questão de cuidado, apenas isso.

Você que tem seu carro usado, não compra essa idéia idiota que carro velho é ruim para o país, temos muita coisa a melhorar:

Dizem que os antigos poluem, é verdade. Porém e a nossa gasolina que há anos as autoridades vem atrasando a melhoria da qualidade do combustível, sem falar no óleo diesel. E porque não há fiscalização de verdade sobre catalisadores retirados diariamente dos carros novos?

Os antigos possuem menor desenvolvimento de segurança, é verdade. Porém, porque até hoje não existe até hoje no país ou na América Latina um dispositivo como o NCAP europeu que avalia os carros e os classifica de forma que o consumidor seja informado sobre a capacidade de cada veículo com relação à segurança? Estamos atrasados a respeito disso com relação ao primeiro mundo, mesmo em carros novos. E o que falar de nossas péssimas estradas, motoristas que mesmo sem condições são aprovados diariamente e recebem a carteira de habilitação?

E a importância histórica dos carros antigos, não conta? Porque a mania de julgar qualquer veículo antigo como imprestável? O problema é muito maior que isso, Sr. Ministro.

É como eu disse, o que está por trás de tudo é o aumento da arrecadação. O aumento de imposto sobre carros antigos nada mais é que uma tentativa de forçar as pessoas a comprar carros novos, assim o governo lucra de duas maneiras: Ou você tem um carro antigo pagando muito imposto, ou compra um carro novo que recolhe também muito imposto no valor da venda. Reduzir impostos de maneira definitiva, como fizeram com o IPI em caráter temporário, não dá lucro.

Link para a matéria na Agência Estado: http://aeinvestimentos.limao.com.br/economia/eco36545.shtm